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Poluição do ar custa caro



Ninguém se impressiona mais com pilhas de corpos. Não interessa quantos milhões de pessoas morrem. O único jeito de sensibilizar as autoridades para a implementação de políticas públicas é calcular custos”.
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A frase é do coordenador do Laboratório de Poluição Atmosférica Experimental da Universidade de São Paulo (USP), Paulo Hilário Saldiva, sobre os efeitos da poluição do ar e seu novo estudo.

Já tive a oportunidade de entrevistá-lo e ele é realmente muito bom! E não fica apenas na teoria. Faz tempo que trocou o carro pela bicicleta! A matéria que segue abaixo é do Estado de Minas, o texto de Junia Oliveira.

O preço da poluição

“A má qualidade do ar custa pelo menos US$ 1 bilhão - cerca de R$ 2,3 bilhões - aos cofres públicos brasileiros a cada ano, principalmente com as mortes ou tratamento de doenças associadas direta ou indiretamente à poluição.

O valor está no primeiro estudo latino-americano a quantificar o estrago financeiro causado pelos gases tóxicos emitidos na atmosfera.

A conclusão é fruto de uma análise exclusiva dos dados das primeiras avaliações de um dos centros de pesquisas mais importantes do mundo - o Laboratório de Poluição Atmosférica Experimental da Universidade de São Paulo (USP).

As informações são referentes a seis regiões metropolitanas do país: Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo.

O ranking da sujeira mostra São Paulo (US$ 300 milhões) na ponta, seguido por Rio de Janeiro (US$ 250 milhões), Porto Alegre (US$ 180 milhões), Belo Horizonte (US$ 150 milhões), Curitiba (US$ 140 milhões) e Recife (US$ 10 milhões).

“Calculamos as perdas em dinheiro, pois ninguém se impressiona mais com pilhas de corpos. Não interessa quantos milhões de pessoas morrem. O único jeito de sensibilizar as autoridades para a implementação de políticas públicas é calcular custos”, afirma o coordenador do laboratório, Paulo Hilário Saldiva.

A pesquisa está sendo feita no Brasil a pedido do Ministério do Meio Ambiente. O objetivo é verificar os níveis de poluição, quanto está acima dos padrões, a quantidade gerada por veículos e o preço desse conjunto.

As coletas começaram há um ano, mas todas as análises químicas e físicas estão concentradas em São Paulo. A interpretação dos dados será feita numa segunda fase e vai analisar o custo real da poluição, considerando o número de internações hospitalares, quantas pessoas morrem e a redução estimada do tempo de vida média dos habitantes.

Fonte: http://blogs.diariodepernambuco.com.br/ ... te/?p=1215
 


essa poluição faz mal à saúde . ;) ;)
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