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Chegou o SkyDrive Brasil. E o GDrive? Chegará?



Acabo de experimentar o SkyDrive o drive virtual da Microsoft. É um dos produtos mais 2.0, que já encontrei na companhia. Mostra o esforço que a MS está fazendo para se inserir no contexto da Internet e resolve um dos grandes problemas existentes nos discos virtuais: você nem mesmo entra lá, mas apenas envia arquivos para serem guardados por tempo indefinido. Assim, o fornecedor dos serviços não tem oportunidade de exibir publicidade e de vê-la exibida e, com isso, remunerar o serviço. Sem dúvida, a MS encontrou a fórmula apta a remunerar discos virtuais, apesar de ainda não estar exibindo nenhuma publicidade no serviço.

O SkyDrive tem como pontos altos:
1) 5 Gb gratuitos;
2) interface matadora;
3) interface em Português e serviço aberto aos usuários brasileiros;
4) possibilidade de divisão em pastas e sub-pastas;
5) separação de pastas públicas e privadas;
6) compartilhamento de arquivos e pastas;
7) exibição de arquivos e pastas em sites e blogs.

O ponto fraco é a forma de upload, que somente pode ser feita por meio de escolha de arquivo por arquivo. Em outras palavras, o sistema não permite o upload de uma grande quantidade de arquivos de uma única vez e também não admite o upload de pastas completas, mas de arquivo por arquivo de cada pasta. Também não permite drag and drop.
Assim, o ponto forte do SkyDrive é justamente aquilo em que a Microsoft tem mais lutado por adquirir a cultura, mas nem sempre com muito sucesso: os recursos 2.0. Seus pontos fracos estão justamente onde ela é a grande vencedora: o PC.
Não podemos, entretanto, nos esquecer que o grande mérito do SkyDrive foi cobrir uma lacuna de mercado deixado pela Google, que reluta em lançar o tão reclamado GDrive.

Às vezes eu fico me perguntando: será que a estratégia da Google será mesmo ter um disco virtual como o SkyDrive, da MS, ou ela pretenderia manter a cópia dos arquivos dos usuários de outra forma?

A revista Info de fevereiro publicou que o custo do armazenamento está por menos de R$ 1,00 por Gb, ou seja, aproximadamente USD$ 0.40. Isto torna viável o fornecimento de serviços de discos virtuais mantidos por publicidade. Isto poderia nos fazer crer que a Google, finalmente, lançaria o tão esperado GDrive.

Entretanto, recentemente, ela lançou um pequeno programa, que pouca repercussão teve, mas que me fez pensar muito sobre a possível estratégia da empresa. Trata-se do DocList Apload. Com ele, podemos transferir, via drag and drop, grandes quantidades de documentos, planilhas e apresentações para o Google Docs. Não permite baixar fotos e vídeos, mas isto poderia ser questão de tempo. Será que a Google desistiu de lançar o GDrive para dar ao usuário a opção de ter cópias de todos os seus arquivos na Internet, mas em serviços separados da empresa (Docs, Youtube (serviço privado?), Picasa Web etc? Esta hipótese não pode ser descartada. Em um post anterior tratei do tema.

De qualquer forma, o lançamento do SkyDrive em vários países deverá exigir da Google uma definição mais rápida da sua estratégia para o enfrentamento do problema. É esperar para ver.

Fonte: http://googlediscovery.com/2008/02/24/c ... e-chegara/
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