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Voluntários ajudam a salvar oito mil filhotes de tartaruga n

Eles vigiaram por seis meses os ninhos dos animais.
Veja álbum de fotos do trabalho realizado na Amazônia.


O trabalho de voluntários em conjunto com o governo garantiu o nascimento de 7.975 tartarugas no Rio Japurá, em uma das áreas mais remotas da Amazônia brasileira, onde o estado do Amazonas faz divisa com a Colômbia.

Coordenado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMbio) – o órgão responsável por cuidar das reservas e parques e brasileiros –, o trabalho durou seis meses e terminou na primeira quinzena de março. Em uma praia da Estação Ecológica Juami-Japurá, três agentes ambientais voluntários vigiaram continuamente 285 covas onde estavam ovos de tartarugas das espécies iaçá, tracajá e tartaruga-da-Amazônia.

Grande parte dos ovos foi transferida de praias distantes da estação ecológica. Para garantir que os filhotes pudessem nascer com segurança, os voluntários desenterraram os ovos e os levaram para abrir em local protegido, garantindo que não fossem atacados por predadores ou consumidos por humanos.

Segundo chefe da estação ecológica, Leonard Schumm, o trabalho de proteção é necessário para que a população das três espécies de tartaruga pare de cair. “Em grande parte da Amazônia existe o costume de consumir quelônios – vulgarmente chamados de ‘bicho de casco’. Isso é cultural. Há diversos tipos de prato, e há pescadores especializados em capturar tartarugas”, explica.
Anexos
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