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Viva Ronaldo!

A chegada de Cristiano Ronaldo ao Manchester United, em agosto de 2003, coincidiu com a saída do carismático David Beckham do clube, com destino ao Real Madrid. Do fenômeno inglês, Ronaldo herdou a posição na disposição tática, como right winger (uma espécie de meia aberto pela direita), e a camisa 7, a mais popular, mística e emblemática do futebol inglês. Entretanto, ao desembarcar em Manchester, os torcedores mal o conheciam. Apenas sabiam que era um jovem de 18 anos, oriundo do Sporting de Lisboa, que sabia brincar muito bem com a bola e de nome, segundo sua mãe, inspirado no ex-presidente dos Estados Unidos Ronald Reegan. Mas já dava para ver que não era só isso. Primeiramente, pela visão clínica de Carlos Queiroz, auxiliar português de Alex Ferguson. Depois, pelo preço que foi pago pelo passe de Ronaldo - 12 milhões de libras esterlinas, o equivalente, hoje, a mais de 38 milhões de reais.


Cristiano, desde a sua estréia, impressionou pela habilidade. No entanto, faltava-lhe eficiência quando a discussão era sua vocação goleadora - nas três primeiras temporadas na Premier League, Ronaldo marcou apenas 18 gols. No entanto, uma das características do português é a constante evolução: nos últimos dois anos, foram 48 só no campeonato nacional. Nesta temporada, o winger de Manchester foi artilheiro absoluto do torneio, com 31, batendo o recorde de gols em uma única edição da Premier League no século XXI, que pertencia a Thierry Henry. Aliás, considerando seu desempenho em 2007/08, Ronaldo só perde para Ruud van Nistelrooy e Dennis Law quando o assunto é o número de gols marcados em uma temporada na história dos Red Devils. Os 42, que o português totalizou em todas as competições, fazem dele o jogador de meio-campo de maior sucesso goleador da história do clube, superando de longe os 33 do lendário George Best.
Ronaldo não faz muitos gols por acaso. Ele é um jogador absolutamente completo. Realiza a marcação por toda a borda direita do campo, finaliza com potência e precisão, é o cobrador de faltas mais temido da Inglaterra, bate os pênaltis do time, marca inúmeros gols de cabeça e promove assistências (foram sete na temporada inglesa). Ferguson, na maciça maioria dos jogos, escala a equipe no 4-4-2 ortodoxo inglês, com Ronaldo na segunda linha de quatro jogadores, aberto pela direita. Isso, quando o Manchester United não tem a bola. Com o domínio das ações, Cristiano avança com extrema facilidade e torna-se um terceiro atacante, que, a todo momento, chega à frente com reais condições de marcar. Suas qualidades, então, impulsionam seu sucesso, partindo do pressuposto que ele trabalha há cinco anos com um treinador que sabe como dispor suas peças no tabuleiro.
Afora isso, o português é dotado de um gigantesco carisma, talvez tão expressivo quanto o de Beckham. Ele faz aumentar a venda de camisas, é ícone do público feminino e ídolo máximo das crianças, pela forma irreverente de jogar. Por isso, o Real Madrid o quer. Por tudo isso e pelo que ainda deve fazer, o Manchester não quer vendê-lo. Há especulações de que a equipe madridista teria oferecido 80 milhões de euros mais o passe de Robinho por Ronaldo. Só a magnitude da proposta explica o quanto o agora capitão da Seleção Portuguesa é valorizado no futebol mundial. CR7, como é comercialmente conhecido, também muda a vida da família - sua irmã adotou seu nome - sua alcunha artística é Ronalda - e faz sucesso como cantora em Portugal.
O fato é que Ronaldo dificilmente sairá do United, apesar da afirmação do renomado empresário brasileiro, Wagner Ribeiro. Ele diz que, quando o Real Madrid quer contratar alguém, contrata. Mas ele não está à venda. É o principal jogador de futebol no mundo, na Inglarerra e no coração dos torcedores de Manchester, como se ouve e se vê na canção que entoam inflamados os seus fãs:

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