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Vírus ataca sistema judiciário no Texas e marinha francesa

O vírus Conficker, que ficou famoso por se alestrar rapidamente pela internet no início deste ano, andou desaparecido da mídia mas não parou de causar danos, tendo infectado o sistema de justiça de Houston, nos Estados Unidos, e computadores da marinha francesa.

O Sydney Morning Herald relatou que o sistema do tribunal de Houston, no Texas, Estados Unidos, teve que fechar na tarde da última sexta-feira, depois que o vírus se alastrou pelos servidores que continham os dados.

As operações do tribunal foram canceladas até que a situação esteja normalizada. A previsão era de que o serviço voltasse ao normal na manhã desta sexta-feira. Embora multas possam ser pagas, julgamentos estão suspensos e foram remarcados.

Na França, o malware atingiu os computadores militares em meados de janeiro, impedindo que três aviões decolassem, já que estavam incapazes de carregar os planos de vôo a partir do servidor. Neste caso, o problema foi contornado pelo uso de tecnologias como telefonia, fax e correio, noticiou o site BetaNews.

O Conficker utiliza uma vulnerabilidade em servidores Windows desatualizados, e estatísticas conservadoras divulgadas em janeiro estimavam que o vírus tivesse infectado mais de 15 milhões de máquinas pelo mundo inteiro.

Embora até o momento ele não cause nenhum dano além de afetar o sistema de login em redes, especialistas acreditam que a ameaça possa fazer parte de um plano para a criação da maior botnet, ou rede de PCs zumbis, na qual computadores infectados são controlados remotamente por cibercriminosos.

Zumbis e botnets
Além do medo tradicional de que o hacker mal-intencionado obtenha informações do próprio usuário, invasões a computadores domésticos estão sendo usadas pelos cibercriminosos para um mal maior.

Botnets são redes formadas por computadores infectados por vírus especiais capazes de torná-los "zumbis". Uma vez infectado, um "zumbi" pode ser controlado à distância por pessoas ou organizações criminosas.

Todos os zumbis podem ser controlados ao mesmo tempo e de forma coordenada. Isso pode ser usado para enviar spam com abrangência global e até mesmo para atacar a infra-estrutura de internet de países inteiros.

Hoje em dia, estima-se que o interesse dos criminosos digitais pelos dados de um usuário doméstico seja muito pequeno. A grande motivação desses hackers é formar uma espécie de "exército zumbi" para poder atacar instituições maiores, sejam empresas ou governos.

Fonte: http://tecnologia.terra.com.br/interna/ ... ncesa.html