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VINCENT VAN GOGH - UM GÉNIO DESTE MUNDO?

Quem via as estrelas assim? Como estas espirais turbilhionares?

Cada uma delas como um verdadeiro sol que se espandia em todas as direcções com numa orgia de cor, de luz, de movimento, de ritmo, de harmonia, de disrupção inventiva e criativa?





Vincent Van Gogh, claro!

Sim! Esse mesmo! Sim! O dos girassóis! Pois! Esses tão famosos girassóis que ele próprio pintou para decorar a sua casa de Arles, no Midi francês, para onde se foi refugiar da sua vida atormentada e de miséria em Paris. Arles, onde sonhou fundar uma comunidade de artistas.


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Paris já ficara para trás! As longas noites de solidão, fome e martírio. Com a companhia fiel do seu Absinto que o ajudava a evadir-se da triste realidade do seu mundo. O que poderia fazer um génio da pintura que pinta com um século de antecipação? Quando no seu tempo, por Monmartre apenas se viam impressionistas? Por toda a cidade de Paris reinavam os impressionistas! E que talentosos eram! Monet, Renoir, Degas! E tantos outros. As galerias só os queriam a eles!



O que fazer alguém que vinha de um realismo tão próximo do abstraccionismo que lhe fermentava já na alma? Entrar dentro do impressionismo? Sim! Mas com uma técnica própria. O pontilhismo. Só que ninguém gostou na altura. O seu irmão Theo com quem dividia a pobre mansarda apenas conseguiu vender-lhe um quadro. A única obra de Vincent Van Gogh vendida durante a sua vida. Por 400 francos. E se pensarmos que em 1990, o record de todos o tempo do preço mais alto na venda de uma obra de arte foi atingida com o seu "Retrato do Dr. Gachet" vendido pela extraordinária quantia de 82,5 milhões de dólares.



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Mas Paris fora já um sonho concretizado para quem vem dos países baixos, de uma Holanda que só via e vivia utro génio, Rembrandt, claro. Primeiro, fez várias tentativas, saíu de Breda, passando por Haia, Amsterdão, Londres e Antuérpia. Até que, finalmente, chegou a Paris.



Fonte: http://sol.sapo.pt/blogs/oidotsuc/archi ... 3F00_.aspx
 
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A sua existência foi sempre atormentada. Tinha todo este génio dentro de si. Queria revelar a sua pintura. E, afinal, sofria de daltonismo. Isso fazia-o sentir as cores de uma forma completamente dferente (imaginam o efeito Andy Warhol?). E depois, mais tarde, quando os seus sucessivos estados depressivos e violentos o começaram a prostar, foi entregue aos cuidados de um médico de nome Paul Gachet (esse mesmo, o do quadro de 82,5 milhões de US Dollars) que, segundo se pensa lhe começou a ministrar digitálicos, tornando-lhe a visão, ainda por cima, amarelada.

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Agora sofria de esquizofrenia, sífilis, disturbio bipolar, envenenamento pelas tintas, tinha comportamentos erráticos, violentos, acessos de loucura, fúrias, momentos depressivos.




Mas sempre, sempre, a sua criatividade gritava-lhe tão alto de lá de dentro. E ele, compulsivamente, criava. Pintava. Não parava. Inquietava-se. Mortificava-se. Matavam-no a reprovação dos galeristas. A sua incapacidade de chegar à sensibilidade dos seus contemporâneos.

E vivia amargurado. Triste. Fugia do contacto humano. Refugiava-se na sua arte.
 
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Entrou forte no álcool. Absinto. Escondia-se da vida por aí. Por esses locais da sua mente por onde o álcool o conduziu.

As mulheres de quem se tentou aproximar recusaram-no sempre. Por exemplo, Kee Vos-Stricker, sua prima por quem nutriu uma fortíssima paixão, respondeu-lhe ao seu pedido de casamento com um enérgico e definivo "Nunca". Desde aí viveu erráticamente. Acompanhou com prostitutas, com mulheres que não lhe diziam nada.

Nunca conseguiu encontrar forma de se sustentar, vivendo sempre dos recursos que o seu irmão Theo lhe ia proporcionando.


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O seu relacionamento com Paul Gauguin, com quem viveu em Arles, na Provença, foi tempestuoso. Matizado por um enorme respeito de ambos pelo talento mútuo, mas também com ferozes disputas e confrontações sobre a expressão que cada um dava à sua sua própia arte. Curiosamente, foi em Arles que pintou o único quadro que vendeu em toda a sua vida "O Vinhedo Vermelho".