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Valor de condomínio em SP pode variar até 77% entre bairros

Pesquisa aponta que média na cidade é de R$ 561,07.
Região dos Jardins é a que concentra as maiores taxas.


Uma pesquisa realizada em São Paulo apontou que o valor médio do condomínio pago pelos moradores de prédios na capital paulista pode variar até 77,4%. O levantamento, divulgado neste mês, foi realizado pela Lello foi feita junto a uma base de 1,1 mil empreendimentos em diversos bairros da capital paulista. A cota média da cidade é de R$ 561,07.

No estudo, a administradora dividiu a cidade em oito regiões. Os prédios da região da Mooca têm o valor médio de condomínio mais baixo, de R$ 418,78. Já na área dos Jardins a cota média é de R$ 742,99.

O segundo condomínio mais caro fica na região do Morumbi, com valor médio de R$ 705,21 na cota mensal paga pelos moradores. Em seguida vêm os empreendimentos residenciais de Moema, com valor médio de R$ 656,10.

Na região de Perdizes o condomínio fica em torno de R$ 555,57, e no Tatuapé, R$ 490,32. Já na área de Santana o valor médio pago por quem mora em apartamentos é de R$ 474,71, e na Vila Mariana, que têm o segundo condomínio mais baixo de São Paulo, o custo mensal é de R$ 444,90.

"Jardins e Morumbi são regiões em que há muitos empreendimentos com poucos apartamentos e muitos serviços, o que demanda maior número de funcionários e mais gastos com manutenção.", diz Angélica Arbex, gerente de Marketing da Lello Condomínios.

A administradora também levantou os valores médios do condomínio no Grande ABC, que ficou em R$ 533,38, e no Guarujá, que é de R$ 474,70.

Custo x benefício

Quem paga a cada mês as faturas costuma refletir sobre o custo x benefício do gasto. A empresária Daniela Mangione Sampaio Ferraz, de 35 anos, vive há 13 na Vila Madalena, na Zona Oeste, até chegou a pensar em se mudar para uma casa para fugir dos R$ 707 reais mensais de condomínio. "É um pouco caro para um prédio que tem mais ou menos 30 anos e nenhuma área útil", afirma.

Apesar de reconhecer que o bairro onde vive tem empreendimentos com condomínios mais caros, Daniela não abre mão de continuar na região. Já o dentista Mário Henderson de Oliveira, de 41 anos, fugiu de um condomínio de pouco menos de R$ 1 mil na Alameda Jaú, nos Jardins. "Estava inviável: fui para um prédio novo, na Lapa, com toda estrutura de piscina, academia e pago metade", explica.

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Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0 ... IRROS.html