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usina são josé

Histórico

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O cenário inicial foi o Brasil colonial, quando se fundava o futuro da nossa região, com o inicio da produção de açúcar em nosso país.

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Inicialmente, o nome era Cavalcanti de Albuquerque, passando posteriormente para Cavalcanti de Petribú. O nome Petribú vem da palavra Tupi Potyraybú, que significa “Fonte das Flores”. Assim era conhecido o riacho afluente do rio Capibaribe na época da colonização, situado na Mata Norte.
No ano de 1710, o oficial Capitão João Cavalcanti de Albuquerque foi alçado pelo Governador Manoel Alves da Costa ao posto de Capitão Mor da freguesia de Santo Antonio de Tracunhaém, onde passou a residir. Durante a Guerra dos Mascates, marchou para o Recife e fez cerco aos Fortes do Brum e das Cinco Pontas, em defesa do Governador.
O Capitão Mor João Cavalcanti foi senhor do engenho Apuá. Seus descendentes tornaram-se senhores dos engenhos Volta do Cipó, Terra Vermelha, Goitá e Petribú, entre outros.
O registro mais antigo encontrado sobre o engenho Petribú data de 6 de novembro de 1729, com o registro de batizado de Thereza, filha legítima de Estevão de Azevedo e de sua mulher, D. Catharina de Oliveira, cujo assento está assinado e datado naquele lugar.
Um pouco mais adiante, em 1786, um fato notável aconteceu, quando o filho do Capitão Mor João Cavalcanti, Capitão Mor Cristóvão de Holanda Cavalcanti de Albuquerque, senhor do Engenho Petribú, prendeu o célebre cangaceiro Cabeleira e seu companheiro Theodosio, pondo fim a um bando que atemorizava toda a região.
Em 12 de setembro de 1812, o neto do Capitão Mor João Cavalcanti, Capitão Francisco Cavalcanti de Albuquerque, foi contemplado com uma sesmaria na Ribeira de Paudalho, onde já estavam inseridos os engenhos Apuá, Eixo, Petribú e Novo.
Seu filho, o Coronel Lourenço Cavalcanti de Albuquerque, promoveu a restauração do Engenho Petribú, onde passou a residir até falecer, em 28 de dezembro de 1867.
O Engenho Petribú foi partilhado entre seus filhos, Christovão de Holanda Cavalcanti de Albuquerque e José de Holanda Cavalcanti de Albuquerque, 50% para cada um.
Christovão de Holanda, Tenente Coronel do 16º Batalhão de Infantaria da Guarda Nacional de Paudalho, manteve-se no engenho e arrendou a parte de seu irmão, que optou pela vida na capital. José de Holanda cursou a Faculdade de Direito do Recife e casou-se no Rio Grande do Sul, dando origem à família Albuquerque daquela região, parentes dos Cavalcanti de Petribú.
Foi em 1871 que apareceu o primeiro registro da palavra Petribú empregada como sobrenome de família. No Almanaque de Pernambuco daquele ano, consta o nome de João Cavalcanti de Albuquerque Petribú, neto de Lourenço Cavalcanti de Albuquerque e Capitão da Guarda Nacional da freguesia de Paudalho.
Sete anos mais tarde, em 08 de julho de 1878, faleceu José de Holanda Cavalcanti de Albuquerque. Sua parte do engenho, foi dividida entre seus três filhos: Francisco, José e Carlos Cavalcanti de Albuquerque, moradores do Rio Grande do Sul.

Em 1885, parte do engenho foi arrendada ao Tenente João Cavalcanti de Albuquerque. No ano de 1894, João Cavalcanti aproveitou a vinda de seu primo Francisco Cavalcanti de Albuquerque a Pernambuco e comprou do mesmo, a parte que lhe coube do engenho Petribú.
Algum tempo se passou, quando em 5 de dezembro de 1895, os outros herdeiros de José de Holanda venderam ao Capitão João Cavalcanti de Albuquerque as partes que possuíam do Engenho Petribú. Com essa compra, João Cavalcanti de Albuquerque se tornou proprietário de 50% do Engenho Petribú. Em 1903 seu tio Christovão de Holanda faleceu, deixando a outra parte do engenho para a esposa, Ignez Cavalcanti de Albuquerque.
Em maio de 1909, o engenho foi modernizado e transformado na Usina Petribú, que na primeira safra moeu 5.300 sacas de açúcar.
No dia 10 de janeiro de 1911, o Coronel João Cavalcanti de Albuquerque trocou oficialmente seu nome para João Cavalcanti de Petribú, conforme anunciado na imprensa local, já que, naquela época, era conhecido por João de Petribú (do Engenho Petribú).
Oito anos mais tarde, João Cavalcanti de Petribú, juntamente com Ignez Cavalcanti de Albuquerque, vendeu aos irmãos Joaquim Francisco de Mello Cavalcanti e Francisco Cavalcanti de Albuquerque, a Usina Petribú, os engenhos Fortaleza e Itaenga, bem como duas partes da propriedade Pavão. Todos localizados em Paudalho, além do engenho Bom Jesus, em Glória do Goitá.
Com a morte de Francisco Cavalcanti de Albuquerque em 1921, Joaquim Francisco de Mello Cavalcanti admitiu como seu sócio, o Coronel João Cavalcanti de Petribú, criando a firma João de Petribú & Cia.
Em seguida, a sociedade foi extinta e os sócios se separaram. João Cavalcanti de Petribú comprou a parte do ex-sócio e voltou a ser proprietário da Usina Petribú, dos engenhos Petribú, Fortaleza, Itaenga, Bom Jesus e Timbó, além de duas partes da propriedade Pavão.
Veio a quebra da bolsa em 1929, quando a economia brasileira atravessou um período difícil. A Usina Petribú também enfrentou dificuldades. Comparada com a produção das maiores usinas da época, que passavam dos 100.000 sacos, a produção da usina Petribú era modesta, tendo produzido 25.236 sacos de açúcar de 60 quilos na safra de 1933/1934.
No dia 7 de fevereiro de 1934, faleceu o Coronel João Cavalcanti de Petribú, deixando a usina para sua viúva, sete herdeiros maiores e oito herdeiros menores. A herança era constituída pela Usina Petribú, os engenhos Fortaleza, Timbó, Bom Jesus, Petribú e Itaenga, entre outros.
Dois anos depois, a usina aparecia no Anuário do Nordeste com uma produção de 33.705 sacos de açúcar na safra de 1935/1936, ficando em 41º lugar entre as 62 usinas existentes no Estado de Pernambuco. Buscando maior dinamismo no setor administrativo, foi criada em 23 de dezembro de1942, a Usina Petribú LTDA., uma Sociedade por Quotas de Responsabilidade Limitada com sede em Paudalho.
Em 23 de maio de 1950, a Sociedade por Quotas de Responsabilidade Limitada foi transformada em Sociedade Anônima, sendo Josefa Pessoa Guerra Cavalcanti de Petribú sócia majoritária, com 50% do capital. Já com a saúde debilitada, Josefa Pessoa de Petribú faleceu dois anos depois, no dia 9 de fevereiro de 1953.
A partir daí, a sociedade passou a ser administrada por Paulo Pessoa Cavalcanti de Petribú, Diretor Presidente, juntamente com Pedro Pessoa Cavalcanti de Petribú e Aluísio Machado Mendes Silva, Diretores Adjuntos. Com a ajuda de Gileno Dé Carli, Paulo Cavalcanti de Petribú conseguiu obter os recursos necessários ao plano de modernização e expansão da usina.
Alguns anos se passaram e a sociedade passou a ser gerida por Paulo Pessoa Cavalcanti de Petribú e seus filhos, com distinção para o Primogênito Paulo Pessoa Cavalcanti de Petribú Filho que, ao seu lado conduziu e desenvolveu a empresa de forma inigualável, conquistando destaque no cenário sucroalcooleiro.
O espírito de Paulo Petribú impregnava seus liderados, dia após dia, levando-os a um caminho de vitória. O que se encontra ainda hoje presente, como filosofia de trabalho, para cada uma que com ele conviveu.
Possuindo além da Usina Petribú S.A., a Taisa, Transportadora Agroindustrial S.A. e a Irca, Industria de Rações Balanceadas do Carpina S.A., Paulo Petribú começou a se interessar pelo ramo hoteleiro, construindo um hotel com 201 aposentos na praia de Piedade que, posteriormente passou a se chamar Petribú Sheraton. Foi nesta época de diversificação dos investimentos que, denotou-se a necessidade de criação de duas holdings controladoras, uma se chamando Paulo Petribú Empreendimentos e outra Paulo Petribú Participações S.A. A primeira controladora do Petribú Sheraton e a segunda com as demais empresas.
Uma nova oportunidade se apresentou com a possibilidade de aquisição de mais uma unidade agroindustrial em Pernambuco quando, a Paulo Petribú Empreendimentos adquiriu do Grupo Votorantin, a Usina São José S.A. O Hotel Petribú Sheraton foi dado como parte do pagamento.
Em 1995, Paulo Petribú aumentou, realmente, sua participação setorial no mercado pernambucano, passando a ter uma expressiva produção de açúcar e álcool.Ainda nesta mesma safra, a Usina Petribú assumiria seu lugar entre as três maiores do estado de Pernambuco, atingindo a casa de 2 milhões de sacos de açúcar, uma produção recorde na época.
Em razão das condições de saúde, no ano de 1998, Paulo Petribú se ausentou da direção das empresas. Esse fato ocasionou, em 2001, a divisão das holdings, ficando cada uma com 4 dos seus oito filhos.
A partir do ano de 2001, a Usina São José passou a ter uma nova diretoria, conferindo-lhe dinamismo e aumentando o seu desempenho. Passou a ter nas safras seguintes, o maior rendimento industrial do Estado, além de conferir uma administração calcada na valorização do seu capital humano e na sua responsabilidade social. Profissionais dedicados, a prata da casa, foram valorizados, através de uma maior participação, enquanto outros foram convidados a somar a equipe, fortalecendo uma empresa focada em resultados significativos. Algumas posturas foram revistas, transformando a “usina” em uma verdadeira empresa moderna, sempre sintonizada com os anseios da sociedade atual.
Hoje, além da solidificação e crescimento da Usina São José, que possui capacidade em condições regulares de esmagar 1.200.000 toneladas, com produção superior a 2.600.000 sacos de açúcar e de 17.000.000 de litros de álcool, os investimentos foram diversificados, projetando também, a sua entrada no mercado de energia elétrica.


fonte :http://www.usinasaojose.com.br/index.php#
 
que deus continue abençoando a esta empresa