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Uribe pede que Chávez proteja vidas na fronteira

O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, pediu nesta segunda-feira a seu colega venezuelano, Hugo Chávez, que coordene medidas para proteger a vida dos habitantes da fronteira entre os dois países e evitar episódios como o massacre de 10 pessoas por um grupo armado ilegal.

O chamado de Uribe a Chávez foi feito em meio a uma crise diplomática entre os dois países vizinhos, que começou a afetar o comércio bilateral de mais de 7 bilhões de dólares anuais.

"Faço um pedido ao governo da Venezuela, e a seu presidente, para que acima de qualquer diferença busque conosco um modo de coordenar atividades para proteger o direito à vida dos cidadãos colombianos e dos cidadãos venezuelanos", disse Uribe.

"Nos dói como igual um crime aqui ou um crime lá", disse o presidente colombiano em um ato do governo no departamento de Valle del Cauca, no sudoeste do país.

Das 10 pessoas que apareceram assassinadas no fim de semana no estado venezuelano de Táchira, oito eram colombianos.

As vítimas faziam parte de uma equipe aficionada de futebol e desapareceram em outubro depois que um grupo armado as sequestrou.

Autoridades da Venezuela atribuíram o massacre ao conflito interno colombiano que já dura mais de quatro décadas.

O massacre acontece em um momento em que as relações diplomáticas e comerciais dos dois países atravessam uma crise pela oposição de Chávez à decisão de Uribe de permitir que tropas norte-americanas usem sete bases militares em território colombiano.

Chávez garante que a autorização da Colômbia aos Estados Unidos é um passo a mais nos planos de Washington de invadir seu território e bloquear sua revolução bolivariana a favor dos mais pobres.

Mas Uribe garante que a autorização é exclusivamente para combater o narcotráfico e o terrorismo e que o acordo não autoriza os Estados Unidos a agredir países vizinhos.