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'Unreal Tournament 3' reforça tiroteio frenético

Jogo de tiro futurista aprimora elementos das versões anteriores.
Modo on-line, porém, é insuficiente para um jogo sem roteiro.


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Veja a ficha completa de 'Unreal Tournament 3'


A série "Unreal" carrega um currículo de respeito. Lançada em 1998, elevou os jogos de tiro a um novo patamar, inaugurou a ferramenta de programação usada até em "Gears of war" (Unreal Engine) e influenciou o vocabulário de quem colecionou "frags" (mortes, a favor ou contra) pelas partidas on-line. Quem não se lembra de expressões clássicas como "double kill", "flak cannon" e "killing spree"?

A quarta versão do jogo é mais uma evolução de "Unreal Tournament 2004" do que um novo projeto construído a partir do zero. A qualidade não se discute (ritmo alucinante, mapas caprichados, partidas empolgantes), mas "UT3" tem um modo on-line frágil e não oferece tantos atrativos a quem já está alistado nos exércitos de "Call of Duty 4", e "Team Fortress 2", também de 2007.

O princípio de "Unreal" continua o mesmo: jogadores usam veículos, coletam armas e se enfrentam em diversas arenas futuristas com diferentes modos de jogo. Bastante popular em torneios de ciberesporte, pode ser considerado a "versão rave" de "Counter-Strike".

Para sempre on-line

Logo na apresentação, "Unreal Tournament 3" mostra a que veio. Os obrigatórios vídeos de introdução, com símbolos de empresas e mensagens da produtora, podem ser "pulados" com cliques de mouse mais ligeiros que qualquer "tecla ESC" eventualmente utilizada para o mesmo fim em diversos jogos. A mesma velocidade se repete nos menus (confusos) e nas partidas (emocionantes).

O jogador sem conexão à internet pode treinar com os "bots" (personagens controlados pelo computador), mas estará longe de aproveitar o melhor de "Unreal", que são as partidas on-line.

São seis modos de jogo. Em "deathmatch" e "team deathmatch", o objetivo é matar adversários, seja pelo "cada um por si" ou pelo espírito de equipe. "Capture the flag", e sua versão com veículos, coloca os jogadores à caça da bandeira inimiga. Existe também a disputa individual de duelo e a novidade "Warfare", em que é preciso atacar pontos determinados para enfraquecer e destruir a estrutura rival.

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Semelhanças com 'Gears of war' não são coincidência


Tarde demais

Além de não trazer tantas novidades depois de quatro anos, "Unreal Tournament 3" falha na estrutura das partidas on-line. O jogo tem uma interface que complica a organização das batalhas e não oferece estatísticas permanentes - sem conquistas ou recordes que mostrem o histórico de seu personagem.

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O 'hoverboard' permite deslocamento mais rápidos e ainda dá chance de pegar carona com veículos


A diversidade de mapas é grande, e todos são muito bem trabalhados, seguindo a tradição da produtora Epic. Os cenários variam de arquitetura industrial pesada e estações espaciais com portais até bucólicas cachoeiras de um suposto paraíso.

Para seguidores da série, e quase-órfãos donos de PlayStation 3, porém, "Unreal Tournament 3" garante diversão e desafio até que os primeiros grandes lançamentos de 2008 comecem a aparecer.

Realista ou futurista 'Unreal' é como se 'Counter-Strike' acontecesse em uma festa rave.jpg
Realista ou futurista? 'Unreal' é como se 'Counter-Strike' acontecesse em uma festa rave


Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia ... ETICO.html