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Ucrânia admite que segue bloqueando passagem de gás para a E

Mais cedo, russos haviam anunciado retomada do abastecimento.
Crise do gás entre Rússia e Ucrânia arrasta-se desde 1º de janeiro.




A Ucrânia admitiu nesta terça-feira (13) ter bloqueado a passagem de gás russo destinado à Europa por conta das "condições de trânsito inaceitáveis" impostas pela estatal russa Gazprom, informou a empresa pública ucraniana de hidrocarburetos.



A Gazprom, estatal russa de energia, havia denunciado que a Ucrânia segue bloqueando a passagem do gás. A informação é do número dois da empresa, Alexander Medvedev, segundo a agência russa Itar-Tass.



A Comissão Europeia informou que o fluxo de gás para os países europeus era "quase nulo". O comunicado informava que a situação é "muito séria".



Medvedev também acusou os Estados Unidos de estarem "orquestrando" a ação ucraniana na disputa do gás. "Nós acreditamos ontem que a porta para o gás russo estava aberta, mas novamente ela foi bloqueada pelos ucranianos, disse Medvedev.

Ucrânia e EUA não responderam ainda às acusações.

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Operário caminha na usina de gás russa de Sudzha nesta terça-feira


Mais cedo, a Rússia chegou a anunciar que havia retomado, após seis dias de interrupção, o envio de gás natural à Europa através da Ucrânia.

O gás começou a circular pelos gasodutos por volta das 5h (de Brasília) desta terça-feira, informaram a companhia russa Gazprom e a ucraniana Naftogaz.



A estatal russa anunciou que deveria bombear 76,6 milhões de metros cúbicos de gás para os consumidores dos Bálcãs, da Moldávia e da Turquia, uma quantidade de teste que ainda está longe dos 300 milhões de metros cúbicos diários que a Europa recebia via Ucrânia antes do conflito do gás entre Rússia e Ucrânia, iniciado em 1º de janeiro.



A Rússia advertiu que a retomada do envio através da Ucrânia, por onde passa cerca de 80% do gás que vende à Europa, seria gradual e dependerá do volume de combustível que chegue integralmente aos consumidores. Segundo analistas, o fornecimento poderia, em tese, ser normalizado em 24 horas, mas a operação deve demorar de 36 horas até 48 horas.



Há quase uma semana cerca de 15 países europeus sofrem, em pleno inverno mais frio que a média, com o desabastecimento.



A crise entre Rússia, fornecedora do gás, e a Ucrânia, por onde passam gasodutos com o produto, é motivada por divergências em relação a preço e pagamentos.

Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,M ... UROPA.html