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Tomar Sol demais é perigoso para asteróides

Tomar Sol demais é perigoso para asteróides

Luz solar aumenta rotação de objetos e pode desviá-los na direção de planetas.
Fenômeno havia sido previsto, mas nunca foi visto até agora.

Concepção artística de asteróide se aproximando da Terra..jpg
Concepção artística de asteróide se aproximando da Terra..jpg (7.77 KiB) Visto 557 vezes


Tomar Sol demais pode ser perigoso, até mesmo para asteróides. Três novos estudos divulgados nesta quarta-feira (7) mostram, de forma independente, como a luz solar pode servir de propulsão para acelerar a rotação desses objetos -- um efeito chamado como YORP, até então nunca observado diretamente.

A teoria já é conhecida há longa data. Ocorre que a luz é composta por minúsculas partículas chamadas fótons. Embora elas não tenham massa, essas partículas, ao tocar uma determinada superfície e serem rebatidos, transmitem uma pequena energia de movimento -- ou seja, empurram a superfície.

Essa é a premissa por trás dos veleiros solares -- tecnologia até hoje nunca testada, mas que em tese poderia impulsionar espaçonaves a grandes distâncias, pois não dependem de combustível para continuar funcionando.

A força com que a luz empurra a superfície depende basicamente do quanto ela é capaz de refletir os fótons. Os asteróides, pedregulhos remanescentes da formação do Sistema Solar, têm superfícies irregulares, com graus diferentes de reflexão de luz, dependendo da região.

Então, ao girar em torno de seus próprios eixos, eles sofrem empurrões de graus diferentes, dependendo de quão escura ou clara é a região de sua superfície que está voltada para o Sol. Como eles são relativamente pequenos, essa força que o Sol exerce por meio de sua luz é capaz de influenciar suas trajetórias.

O fenômeno mais conhecido desse tipo é o efeito Yarkovsky, descoberto por um engenheiro civil russo do século XIX chamado Ivan Yarkovsky. Ele prevê que essas diferenças de empurrões poderiam eventualmente arrastar asteróides do cinturão localizado entre as órbitas de Marte e Júpiter para regiões mais próximas da Terra -- essa deve ser a principal forma pela qual surgem os chamados NEAs (Asteróides Próximos à Terra, na sigla inglesa), que de tempos em tempos colidem com o planeta e causam extinções em massa.

O que os cientistas observaram agora foi um efeito mais sutil, chamado de YORK (sigla para os quatro cientistas que o previram: Yarkovsky, John A. O'Keefe, V.V. Radzievskii e Stephen J. Paddack). O quarteto previu que a luz solar poderia aumentar ou diminuir o ritmo de rotação de um asteróide.

Pela primeira vez, os pesquisadores conseguiram observar esse fenômeno. Mikko Kaasalainen, da Universidade de Helsinki, Finlândia, e seus colegas, espalhados pelo mundo (são quatro, dois da Ucrânia, um da República Tcheca e um dos Estados Unidos) monitoraram o asteróide Apollo e descobriram que, em apenas 40 anos, o "ano" do objeto ganhou um dia a mais -- ou seja, sua rotação está se acelerando.


Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0, ... 03,00.html
 
Q phoda issoo

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