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Taxa de homicídios no Brasil diminui 12% entre 2003 e 2006

Levantamento aponta redução em regiões metropolitanas.
Maior risco de morte por homicídio é entre homens.


A taxa de homicídios no Brasil teve uma diminuição de 12% entre 2003 e 2006, revela o estudo Saúde Brasil 2007, divulgado pelo Ministério da Saúde nesta quinta-feira (6).



De acordo com o ministério, a redução aconteceu principalmente nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro e em cidades com 500 mil ou mais habitantes. O levantamento associa a Campanha do Estatuto do Desarmamento à diminuição.


O estudo afirma que o maior risco de morte por homicídio é no sexo masculino (92% dos homicídios) e por arma de fogo (70% dos homicídios). A região Nordeste apresentou a maior taxa de homicídio total e por arma de fogo.

As maiores vítimas de homicídios são os negros, que apresentam as maiores taxas de homicídios em 2006, independente do sexo, região, porte populacional do município e tipo de arma.



O estudo também afirma que homicídios e acidentes de trânsito são as maiores causas externas de morte no país. Segundo o levantamento, no período de 1980 a 2006, o país registrou 2.824.093 óbitos por causas externas: 850.559 na década de 1980; 1.101.029 nos anos 1990; e 872.505 entre 2000 e 2006.



Metrópoles

Outra mudança analisada foi a tendência de queda dos homicídios nas regiões metropolitanas e aumento nas áreas não-metropolitanas. Segundo o estudo, as cinco regiões metropolitanas com os maiores riscos de morte por homicídios são Maceió, Vitória, Recife, Petrolina/Juazeiro e Rio de Janeiro.

O ministério chama a atenção para Alagoas, Maceió e a região metropolitana de Maceió que, de acordo com a análise, apresenta, os maiores riscos de homicídios do país quando comparados com os demais estados, capitais e regiões metropolitanas.



O estudo conclui que os dados mostram “um provável deslocamento do crime organizado de grandes centros urbanos como São Paulo e Rio de Janeiro”.



Trânsito

De acordo com o Ministério da Saúde, o país apresentou, em 2006, um grande número de óbitos por acidente de transporte terrestre: 35.155 casos, sendo que a maioria foi de homens (82%). Os óbitos também se concentram entre adultos e jovens (de 20 a 59 anos) de municípios pequenos.

O atropelamento de pedestres lidera a lista de óbitos por acidentes de trânsito (27,9% das mortes). A maior freqüência é entre crianças e idosos acima de 60 anos, com taxa de 15,7 por 100 mil – quase o dobro do que ocorre na faixa de 40 a 59 anos (8,3 por 100 mil).

Em segundo lugar estão os ocupantes de automóveis (21%) e em terceiro os acidentes com motociclistas (19,8%). Segundo o ministério, esta categoria cresce a cada ano.