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Tarde de vinganças - Santos Vs Corinthians

Foi a tarde da vingança: o Santos, que perdera o título para o Corinthians outro dia, recebeu o velho rival na Vila e meteu 3 a 1 no seu time reserva; e o São Paulo, que levara um passeio no meio de semana do Cruzeiro, pela Libertadores, descontou com juros no Morumbi, pelo Brasileirão: 3 a 0.

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Tá certo: o Corinthians não tinha nenhum titular em campo, nem no banco, mas jogou o suficiente para dar à vitória do Santos a dimensão que ela merece.

Sim, porque o Peixe vem se consolidando em campo desde a chegada do técnico Mancini, e, sobretudo, desde a ficação de Paulo Henrique Ganso como titular desse time. O rapaz não é nenhum prodígio, desses meias malabaristas que seduzem torcedores e mídia. Ao contrário, dono de um jogo enxuto, clarividente, feito de toques e passes precisos, mesmo tãp jovem passou a ser o eixo de seu meio-de-campo, em torno do qual gira todo o mecanismo peixeiro, de forma lúcida e fluente.

Além disso, é daqueles armadores que se apresentam na área também, e, só por isso foi o autor dos dois gols iniciais, que deram ao Santos a vantagem de comandar a partida sem afobação nem pressa.
Faz tempo, desde a Copa São Paulo Jr. de dois/três anos atrás advirto pra ficarmos de olhos nesse menino.

CLÁSSICO PAULISTA

Já o São Paulo, ufa!, finalmente, depois de longo e tenebroso inverno, achou um meia autêntico, um desses canhotinhos rápidos, que sabem o que fazer com a bola, tocando, driblando, passando, lançando, essas coisinhas simples mas fundamentais no futebol.
Refiro-me, claro, ao menino Marlos, que botou no chão essa bola sempre pererecante do Tricolor, dando outro feitio ao time que venceu o poderoso Cruzeiro, no Morumbi, por 3 a 0, gols de Washington, Borges e Dagoberto.

Foi um outro São Paulo, melhor ainda depois da entrada de Dagoberto no lugar de Washington, pois, mais leve e solto, embora nessas alturas, pra preservar o placar de 2 a 0, o time tenha recuado demais.

Quanto ao Cruzeiro, bem marcado, foi pálida lembrança do Cruzeiro habitual. E só deu sinal de vida no finzinho, quando atirou-se à frente e pressionou o Tricolor em seu campo.

AH, MEU SANTO

E tinha de ser São Marcos o autor de pecado tão grande, justo no jogo de sua sagração? Pois, acabou sendo: ao devolver mal bola a jogo, com os pés, ofereceu ao Barueri o gol de empate, num jogo que o Palmeiras vencia bem, por 2 a 0 já no segundo tempo, gols de Obina (sai, zica!) e Keirrison (mangalô, treis veis!), fruto da armação mais equilibrada, com dois zagueiros, dois volantes, dois meias e dois atacantes.

Mas, logo após o gol de Keirrison, Pedrão, deitado, no escorregão de Marcão. Sobreveio, então, a falha de São Marcos…

Faz parte, como ele mesmo costuma dizer

A VOLTA DO MPERADOR

Obviamente fora de forma, rotundo, Adriano entrou e resolveu o problema crônico do Flamengo – a falta de gols.

Marcou um, de cabeça, mas poderia ter feito outro, se o zagueiro adversário não empurrasse para as próprias redes.

Se afinar o talhe, Adriano vai dar muitas alegrias á galera rubronegra.

AS DESPEDIDAS

Kaká fez um e deu o passe para Pato fazer o segundo contra a Fiorentina, na despedida final de Maldini e na última partida sob o comando de Carlos Ancelloti, técnico há oito anos do Milan.

Depois do jogo, o vice-presidente Galiani deu uma entrevista emblemática à RAI. Quando perguntado sobre a possível saída de Kaká, não disparou aquele discurso de praxe, de que o Príncipe de Milão é um patrimônio eterno do rossonero, essas coisas. Ao contrário: apenas disse que essas questões de mercado serão discutidas a partir de segunda-feira.

O fato é que a fortuna de Berlusconi, dono do Milan,, gerida por sua filha, apresenta um rombo considerável, fruto da crise mundial. E o Milan está doidinho para fazer uma nota com o brasileiro, a fim de renovar o time, agora sob o comando de Leonardo. Por seu lado, Kaká já não está tão relutante diante da possibilidade de um convite de outro grande da Europa, tipo Real, Chelsea etc. Logo…

Figo é outro que se despede dos campos, depois de sagrar-se campeão italiano pela Inter de Milão. Várias vezes candidato ao título de melhor do mundo, na última década, Figo é um dos maiores craques da história do futebol português, dividindo essa primazia com Eusébio, Coluna, Jesus Correia e Cristiano Ronaldo.

Habilidoso, versátil, pois tanto jogava nas duas extremas do ataque, como na meia, armando, tinha alto espírito de solidariedade e muita técnica, batendo na bola como poucos.

INTER, 200 POR CENTO

Não é exagero. É apenas o reconhecimento ao excelente elenco do Inter, líder absoluto, sem um mísero empate. Então, 100 por cento vão para os titulares e outro tanto para os reservas, que meteram 2 a 1 no Avaí, jogando livre e solto, como relatam os que viram o jogo do Beira-Rio.

Já o Grêmio tropeçou no Barradão, diante de um Vitória que vem se mantendo com garra lá entre os primeirões, agora, na vice-liderança. E olhe que o Grêmio jogou com0pleto, e, mesmo assim, o Vitória, segundo os relatos do jogo, foi melhor e mereceu os tr~es pontos valiosos.

Por fim, o Náutico, outro que se segura lá em cima, agora em quarto lugar: aflito empate no finzinho com o Fluminense, que segue sem cumprir seus mais altos desígnios no campeonato.

Mas, ainda é muito cedo para qualquer um colocar o champagne no gelo.