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Sem acesso, internautas voltam à era do fax e até lavam o ca

Sem acesso, internautas voltam à era do fax e até lavam o carro

Durante pane da quinta-feira (3), muitos migraram para outros meios de comunicação.
Usuários também aproveitaram o tempo off-line para cuidar de assuntos pessoais.


No dia em que a internet parou em São Paulo, os usuários de tecnologia prejudicados pela pane tiveram basicamente por três saídas: migraram para outros serviços de comunicação (telefone e até o velho fax), encararam a angústia de não conseguir fazer o que precisavam ou usaram seu tempo “livre” para atividades que geralmente não realizariam, caso pudessem se conectar.

“Já cortei o cabelo, o carro está lavando, tomando café na casa dos meus pais”, escreveu em seu Twitter o designer Eduardo Santana Sanches, 31. “Aproveitei o tempo livre forçado para cuidar de assuntos pessoais. Poderia até ter feito tudo isso [se a internet estivesse funcionamento], mas não em horário comercial”, contou ao G1.

Sanches começou a enfrentar problemas na quarta-feira (2), no uso de comunicadores instantâneos, e por isso teve de fazer ligações interurbanas. Na quinta, trabalhou de modo off-line até onde foi possível e, na hora de checar e-mails e ler notícias, usou o celular. Cogitou também ir até uma LAN house, caso precisasse enviar alguns arquivos, mas isso acabou não sendo necessário. “Alguns clientes também usam Speedy e, por isso, não receberiam os arquivos.”

Em seu blog, o internauta identificado como Murilo Barbelli também conta o que fez com o tempo que ganhou off-line. “Não consigo [ficar um dia sem internet], mas até que me virei bem. Fui treinar, joguei paciência (já que os jogos que eu gosto são on-line), fiquei apreciando o meu papel de parede, assisti desenhos e digitei o trabalho da minha irmã.”



Mãos atadas
Por conta da pane, o professor de história Carlos Eduardo Silva Simões, 26, teve de virar a noite. Ele, que produz com um grupo de amigos a revista em quadrinhos independente “Garagem Hermética”, só recebeu na madrugada da sexta os arquivos nos quais precisa mexer. “Agora estou aqui, há sei lá quantas horas acordado, tentando fechar a revista a tempo e não perder o prazo da gráfica”, contou em entrevista por e-mail, que foi respondido às 8h40 da manhã.

Como alternativa à internet, os envolvidos na produção dos quadrinhos poderiam gravar os arquivos em mídias físicas e levar um na casa do outro, a cada alteração feita. “Mas moramos afastados e, no fim, iríamos levar mais tempo de que simplesmente esperar a conexão voltar.”

O estudante Gabriel Augusto Granzotto, 16, não conseguiu postar noticias ou editais no site de seu pai. “Não tive como contornar o problema. Perdi o dia de trabalho e agora estou tendo que recuperá-lo”, afirmou ao G1.



Alternativas
Sem e-mail, mostra uma reportagem do SPTV, internautas recorreram ao velho fax. Um site extra-oficial criado para analisar a satisfação dos usuários da Telefônica também mostra diversas soluções encontradas para driblar o problema. Um dos participantes dessa pesquisa conta que trabalhou num lobby de hotel, numa mesa improvisada durante todo o dia. Outro diz que precisou se deslocar para um laboratório de sua universidade para usar a web.



O blogueiro Igor C. Barros, que disse ter ficado incomunicável no trabalho, acabou trocando a internet por seu telefone celular. “Tive que me virar com ligações no meu Motorola V-5, lançado quando a internet era um lugar melhor de se viver”, escreveu.



Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0 ... 05,00.html