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Seleção de Dunga com sotaque italiano contra a Azzurra em Lo

Dos 22 jogadores convocados para amistoso, 11 atuam no Calcio. Técnico explica ausência de Amauri: 'Seria uma pressão muito grande para ele'

Metade dos nomes da lista anunciada neste segunda-feira pelo técnico Dunga para o amistoso contra a Itália, no dia 10 de fevereiro, em Londres, joga no futebol italiano. Segundo o treinador da seleção, trata-se apenas de uma coincidência. Como a temporada brasileira está apenas começando, o capitão do tetra optou por chamar apenas jogadores que atuam no exterior.

Quatro jogadores estão no Milan - Kaká, Ronaldinho Gaúcho, Alexandre Pato e Thiago Silva -, três são do Internazionale - Julio César, Adriano e Maicon -, e do Roma - Julio Batispta, Juan e Doni -, e um da Fiorentina - Felipe Melo.

- Vai ajudar de alguma forma. Tanto para nós como para eles. Mas não tem ligação. Procurei chamar jogadores que estão em atividade já que aqui no Brasil a temporada começou agora - disse.

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JOGADORES DA SELEÇÃO BRASILEIRA


Dunga morou seis anos na Itália, onde atuou por Pisa, Fiorentina e Pescara. Além disso, tem um sobrenome italiano: Verri. O treinador tem também uma identificação com o rival brasileiro. Sem falar que a maior alegria da carreira foi justamente em cima da Itália na final da Copa do Mundo de 1994.

- É sempre um grande confronto entre os dois países pela rivalidade. Os italianos gostam muito dos brasileiros. Há muitos brasileiros jogando lá. A rivalidade vem desde 1970 por causa da Copa do Mundo. E são sempre grandes jogos. Apesar do sobrenome italiano e alemão (Bledorn) minha infância tem mais a ver com a realidade brasileira. O futebol italiano é objetivo. Os jogadores têm muita disciplina. O italiano valoriza muito o que é específico de cada posição. O zagueiro que marca o atacante e não o deixa fazer gols tem um valor muito grande, por exemplo. Aqui, a gente pensa muito se ele é técnico ou não, se é habilidoso, se dá um drible. Mas de nada adianta se esse zagueiro deixar o atacante fazer o gol - disse.



E é da Itália a maior dor-de-cabeça do treinador atualmente. Alguns críticos defendem a convocação do atacante Amauri, do Juventus. O jogador, inclusive, pensa se naturalizar italiano para defender a seleção local.

Dunga, mais uma vez, preferiu deixar o atacante fora da lista. E explicou que observa Amauri, mas que atualmente a seleção brasileira tem jogadores melhores para a posição.

- O Amauri é um grande jogador, tenho o observado. Inclusive nos dois últimos jogos, talvez por essa badalação, ele não foi muito bem. Mas nós temos também o Luis Fabiano, que foi o chuteira de ouro no ano passado, o Adriano, que em três jogos conosco fez dois gols, o Alexandre Pato que estava na seleção olímpica e está bem no Milan, e Robinho, que é titular há muito tempo da seleção. Tenho essas opções e sempre falei que cada um precisa esperar o seu momento. E trazê-lo para jogar contra a Itália seria uma pressão muito grande para ele também - disse o treinador.

FONTE: http://globoesporte.globo.com/Esportes/ ... NDRES.html