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SEF espulsa chineses da Madera após abaixo-assinado

Toda a gente sabe que Jardim e os madeirenses não morrem de amores pelos imigrantes chineses no arquipélago. Por isso não surpreende que 90% dos empresários porto-santenses do ramo do pronto a vestir e acessórios tenham assinado um abaixo-assinado contra a abertura de mais uma loja chinesa, mesmo antes de ela ser inaugurada.
O que surpreende é o facto do SEF não ter resistido a essa pressão e tenha detido o imigrante, levando-o a tribunal que estranhamente decidiu a sua expulsão.
Segundo a SOS racismo, independentemente do tipo de visto (permanência ou de residência), o emigrante em situação ilegal teria pelo menos 10 dias para regularizar a situação a contar da data em que foi detectada a situação pelo SEF. E "mesmo com o visto caducado o próprio comerciante pode dirigir-se ao SEF para pedir a prorrogação de visto e pagar uma coima por permanência ilegal. No caso de ter visto de residência ou de permanência tem um período não inferior a 10 dias para esclarecer e/ou justificar a situação."
A atitude dos comerciantes madeirenses também não se justifica. Se não gostam da concorrência dos chineses, só têm que se esforçarem para competir com eles, a bem dos clientes e da economia portuguesa.