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Saiba os preços das divesas formas de compartilhar sua banda

Cada modalidade envolve equipamentos e custos distintos. Veja o que é melhor para seu caso e para as necessidades futuras.

As principais formas de se compartilhar uma conexão banda larga são razoavelmente conhecidas pelos usuários, em geral. Mas você sabe qual delas é mais barata?

Se a sua preocupação é tão somente o valor que vai gastar para implementar esse compartilhamento a resposta é simples. A solução mais barata que existe é instalar uma segunda placa de rede ethernet no computador que possui o link de banda larga, garante Luiz Henrique Quemel, consultor doméstico de informática.

Com 20 reais é possível resolver a questão, comprando-se uma placa nova. Esta saída ethernet pode se conectar diretamente a um PC ou - em caso de se querer compartilhar a conexão com três ou mais máquinas – a um mini-hub, que fará a distribuição da conexão aos outros computadores.

No entanto, o PC principal deverá ficar ligado o tempo todo para que os outros possam ter acesso à Internet, pois ele atuará como um roteador – o que pode inclusive fazer com que seu desempenho geral seja prejudicado, de acordo com Guilherme Lopes Morais, especialista em redes da Hadron Integração de TI.

Em tempos de aquecimento global, essa talvez não seja a opção mais adequada. Sem falar que a economia feita no investimento pode trazer o troco no gasto com manutenção – leia-se conta de luz no fim do mês.

Se essa idéia não agrada, pense em roteadores com fio. Hoje é possível encontrá-los por preços mais acessíveis, em torno de 90 reais.

Para colocar tudo em rede, deve-se conectar o modem banda larga no roteador com fio e ligar cada um dos PCs nesse equipamento também, utilizando cabos de rede – encontrados por até 2 reais o metro.

Fique de olho no número de portas oferecidas pelo roteador - que não pode ser inferior à quantidade de computadores que vão fazer parte do compartilhamento. A maioria dos roteadores não possuem mais do que quatro entradas de rede.

Se estiver disposto a gastar um pouco mais, você pode usar roteadores sem fio, encontrados por cerca de 120 reais. Esse gasto extra pode valer a pena, pois você vai ganhar em mobilidade e organização. Além de dispensar toda aquela fiação, poderá se conectar com um notebook a partir de qualquer lugar da casa, ou mesmo mudar seu desktop de lugar se necessário sem preocupação com realocação de fios. Além disso, você terá muito menos mão de obra ao adicionar novos PC para compartilhar conexão.

No entanto será necessário que seus computadores estejam equipados para acesso Wi-Fi. No caso dos notebooks isso não costuma ser problema, mas para os desktops você vai precisar de adaptadores USB wireless para cada PC. A conta pode ficar um pouco cara, dependendo da tecnologia que o dispositivo possuir: adaptadores G custam cerca de 100 reais, mas os de tecnologia N podem passar de 400 reais cada um.

Dica: De acordo com o consultor Quemel, um dos segredos ao montar uma rede sem fio é optar por um roteador com antenas removíveis. Desta forma é possível fazer um upgrade futuramente com menos gastos, trocando apenas a antena, por exemplo, de 1.85 dbi por outra de 5, 7 ou até 25 dbi - o que proporciona uma maior alcance da rede.

Custo x benefício
Como vimos, pode até ser possível apontar com certa precisão os preços de cada solução de compartilhamento e descobrir qual delas demandará o menor investimento. Mas a tendência óbvia é a de que aquilo que é mais barato traga menos benefícios.

Ou seja, o ideal é ter em foco a relação custo-benefício de cada solução (ou seja, se o gasto total com implementação e manutenção cabe no seu orçamento) e se a opção escolhida sobrevive ao tempo, se oferece condições de expansão. A economia de alguns poucos reais nessa fase podem representar gastos maiores lá na frente.

Fonte: http://pcworld.uol.com.br/dicas/2009/02 ... nda-larga/
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