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Saiba como o ABCD do Orçamento ajuda a economizar

A tabela criada por um professor de finanças diferencia despesas essenciais daquelas que podem ser dispensadas na hora do aperto



O governo divulgou nesta segunda os valores novos do seguro-desemprego. Com o reajuste de 12%, ficou, em média, em R$ 564. Milhares de brasileiros, entre os dois milhões que perderam o emprego nos últimos quatro meses, depois do agravamento da crise econômica mundial, estão enfrentando um desafio dificílimo nesses dias, porque o salário não existe mais e as contas não param de chegar.

O Jornal Nacional procurou um especialista no assunto para ouvir dele qual seria a melhor forma de agir, num momento assim. As respostas você vê na reportagem de Fábio Turci.

Filha pequena para criar e sem emprego. O operador de máquinas Gilberto Ferreira foi demitido em dezembro. “Somente com o dinheiro que eu recebi da empresa, do tempo de serviço que eu fiquei. Estou só com esse dinheiro mesmo”.

Para ajudar desempregados como Gilberto a economizar e calcular até quando o dinheiro vai dar, um professor de finanças criou uma tabela. É o “ABCD do Orçamento”.

A letra "A" representa "alimentação": arroz, feijão, óleo, leite. É a despesa mais importante e que não pode ser cortada. "B" significa "básico": contas de água, luz, gás e condomínio. Também não dá para deixar de lado.

O "C" é o "contornável". Tudo o que faz nossa vida melhor, mas que pode ser dispensado na hora do aperto: curso de línguas, academia de ginástica, salão de beleza, cinema, restaurante. "D" representa o que é "desnecessário", como um segundo celular e cartões de crédito a mais.

Gilberto decidiu experimentar. Na tabela dele, não dá para cortar o aluguel, a conta de luz, o celular, que é o único telefone da família nem as prestações da geladeira. Mas ele achou algumas despesas "contornáveis".

“De vez em quando, a gente pede uma pizza. Dá para ficar sem a pizza, economizaria uns R$ 44”.

Corte de cabelo agora só a cada dois meses. Também vai gastar menos com padaria e com a cervejinha do fim de semana. Assim, os R$ 2,3 mil que estão na conta não acabarão durar mais.

“Com o dinheiro que eu recebi, eu ficaria três meses gastando normalmente, sem colocar em prática essa continha. Agora, colocando em prática, eu ficaria quatro meses”.

Para fazer o dinheiro render, outra dica é colocar o que não vai ser usado já numa aplicação segura como a poupança. No orçamento, também é importante deixar uma parte para pagar as dívidas. Até porque ter o nome limpo pode contar na hora de conseguir emprego.

“Você deve se livrar de todas as dívidas. Tudo o que você puder se livrar, você deve fazer nesse momento. Vá até o seu credor, faça a conta, veja quanto você está devendo e procure uma solução para sair fora disso”, orienta o professor de finanças Fábio Gallo.

Fonte: http://jornalnacional.globo.com/Telejor ... MIZAR.html