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Review de Need for Speed: SHIFT para PC de GameStart

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Veja bem, não precisa ser crítico para reconhecer uma coisa: Need for Speed: Undercover foi um fiasco. Tanto em qualidade quanto vendas, tendência que já vinha arrastada desde outro fiasco, também conhecido como Need for Speed: ProStreet. Já ouviu falar? Se não, sorte sua. Seja como for, daí surgiu a idéia do renascimento da franquia, que por si, deu luz a quatro projetos diferentes -- um deles é este que falamos hoje, Need for Speed: SHIFT.

Shift, neste caso, não é a tecla que você vê abaixou do Caps Lock (ou Enter), mas sim do inglês "Trocar", mais precisamente, o termo que os corredores usam ao trocar de marcha. E o que tudo isso tem a ver? Bom, trocar de marcha significa mudar o ritmo, e é isso que este jogo faz, ele muda totalmente a forma de se jogar, o que significa - transformou o jogo em um simulador de corridas, isso, daqueles que pedem muita precisão e, sobretudo, que você freie antes de toda curva (sem choradeira, pessoal).

Só que a coisa já começa meio bamba, e sabe por quê? Porque desde o primeiro momento, aliás, não exatamente o primeiro, mas desde o momento que o jogo te solta em uma corrida e faz claro suas regras, você percebe que ele acabou ficando em cima do muro, ao invés de mergulhar de vez no mundo da simulação. O jogo se apresenta todo sério, com direito até a o que eles chamam de "Trial of Fire", uma corrida livre, apenas você e a pista, que determina o nível de dificuldade ideal para você.

Mas na hora que a corrida de verdade acontece é que vem a inconsistência. Os controles são como um simulador pede, a aceleração é realista, o direcional sensível e seu carro perde muito do arranque quando você acaba saindo da pista. O jogo, aliás, até te recompensa com estrelas extras (a premiação máxima do jogo) para aqueles que fizerem o percurso com o máximo de precisão. Até aí tudo bem. O problema é quando ele passa a presentear também os corredores que jogam o carro em cima dos adversários, tiram tinta e finalmente fazem este rodar rumo à parede de pneus. Faz sentido?

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Pois Need for Speed: SHIFT vive essa indecisão em praticamente todos seus pontos, resultando em uma experiência mista. Falamos de um jogo que diverte, mas nunca ultrapassa os limites, tanto para o bem quanto para o mal. O número de circuitos é aceitável, o modo carreira é simples, mas até que conta com várias modalidades, o número de carros fica na casa dos cinqüenta e, por final, a customização é detalha, mas extremamente difícil e cansativa. Ou seja, você fica lá no meio do caminho.

A boa notícia é que, ao mesmo tempo, você pode se divertir independente do tipo de jogador que é, quer dizer, quase, afinal, durante as partidas on-line, que é onde o desafio real do jogo está, não sobra um jogador que tente correr honestamente, ou seja, é carro se batendo para todos os lados.

Aliás, apenas para esclarecer, quando eu disse que o desafio real do jogo fica para a porção on-line, não é que o jogo é fácil, pois posso até dizer que a inteligência artificial sempre faz o máximo para deixar a corrida interessante. A diferença é que quando você faz uma besteira muito grande e os oponentes abrem grande distância, fica mais que evidente que eles pisam no freio para que você possa voltar e ainda ter chances de dominar a corrida. Viu só? Até nisso ele fica em cima do mudo, pois, enquanto é sim menos frustrante não precisar recomeçar a corrida, não é tão satisfatório ganhar de oponentes que pegam leve com você.

Passando para o visual do jogo... bom, eu não queria ter que me repetir, mas, novamente, Shift fica em cima do muro. Sabe quando você acha o jogo bonito, mas já viu coisas melhores? É isso. Os cenários são amplos e bem detalhados, os carros superam um pouco mais em termos de capricho, mas não é nada que faça cair o queixo. E com a parte sonora sendo razoavelmente idêntica em qualidade, a melhor sensação que o título da EA sabe passar, sem dúvidas, é o da velocidade. Nada melhor do que pisar fundo e ver sua poderosa máquina deslanchar por uma reta. É o momento em que Shift simplesmente empolga.

Sempre a meio fio: Need for Speed: SHIFT é um jogo que tenta de tudo, você pode correr como um profissional ou bater em todos como Dick Vigarista, e dá para se ter sucesso no jogo seguindo ambos os estilos. Falamos daquele jogo que não fez nada que outros não fizeram anteriormente, mas não necessariamente deixa de cumprir sua premissa, ainda mais com um modo on-line robusto e cheio de competição. Minha recomendação sincera? Alugue se tiver a oportunidade, porque você pode vir a gostar do jogo a ponto de valer a compra.

Prós

1. Sensação de velocidade
2. Sistema de recompensas
3. Circuitos divertidos de correr
4. Modo on-line



Contras


1. Poucos carros para escolher
2. Modo on-line poderia ser mais regrado
3. Modo carreira altamente simples



Jogabilidade: 7.0
Gráficos: 7.0
Diversão: 7.0
Som: 7.0


Fonte: GameVicio