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Reféns americanos das Farc voltam para os EUA

Marc Gonsalves, Thomas Howes e Keith Stansell estavam em poder dos guerrilheiros desde fevereiro de 2003, quando o avião em que viajavam caiu em território dominado pela guerrilha



Os americanos resgatados pelo Exército colombiano chegaram no fim da noite de quarta-feira aos Estados Unidos.

Marc Gonsalves, Thomas Howes e Keith Stansell foram levados para um hospital no Texas. Eles estavam em poder dos guerrilheiros desde fevereiro de 2003, quando o avião em que viajavam caiu em território dominado pela guerrilha.



Os três trabalhavam para um empresa americana contratada pelo comando militar dos Estados Unidos para combater o narcotráfico. Depois de cinco anos de desespero, o reencontro com as famílias foi nesta quinta à tarde, no Texas.

O assunto virou tema obrigatório dos candidatos à presidência americana. Barack Obama e John McCain declararam que manterão os esforços para a libertação das centenas de reféns que ainda estão no cativeiro.

O sucesso da operação de resgate dos reféns fortaleceu a posição do presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, de enfrentar as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e representou uma derrota para os líderes sul-americanos, que chegaram a assumir a defesa dos guerrilheiros contra ações militares do governo Uribe, os presidentes da Venezuela, da Bolívia e do Equador, simpatizantes das Farc.

Nesta quinta, o venezuelano Hugo Chávez, acusado de financiar a guerrilha, finalmente se manifestou sobre a libertação dos reféns. Cumprimentou Uribe por não ter derramado uma gota de sangue e se ofereceu para ajudar na libertação dos outros reféns e no processo de paz.


O boliviano Evo Morales surpreendeu ao atribuir a libertação a um suposto acordo entre as Farc e o governo da Colômbia. Ele acrescentou que as negociações foram iniciadas por Chávez.

Mas o equatoriano Rafael Correa superou o colega boliviano e lamentou que Ingrid e os demais prisioneiros das Farc tenham recuperado a liberdade em uma ação militar e não em uma ação pacífica.

Para a especialista em América Latina Julia Sweig, do Conselho de Relações Internacionais, um organismo independente com sede em Washington, a operação militar consagrou o governo de Álvaro Uribe.

Mas a especialista diz que a vitória de quarta é apenas a ponta de um iceberg na luta contra as drogas e o terror das Farc.



Lula quer que as Farc liberem todos os reféns



O presidente Lula condenou os seqüestros praticados pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e afirmou que, na América Latina, não há razão para alguém tentar chegar ao poder pela luta armada.

"Eu acho que foi uma vitória do governo colombiano, foi uma vitória, eu diria, daqueles que amam a liberdade, da paz, e eu espero que a Farc tenha a sensibilidade de participar do jogo democrático e liberar todos os reféns que ainda existem na mão da Farc".

Apesar dos métodos empregados pelas Farc e das centenas de reféns ainda em poder dos seqüestradores, o governo brasileiro não classifica o grupo como terrorista. Segundo o Itamaraty, o país segue o critério adotado pelas Nações Unidas que chama de terrorista apenas a Al Kaeda.

Fonte: http://jornalnacional.globo.com/Telejor ... S+EUA.html