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Raios não derrubam aviões, Veja os videos incriveis

Antigamente, quando os homens eram homens e aprendiam sobre eletricidade levando choque ao invés de ler em livros, um inglês chamado Michael Faraday inventou a sua gaiola. O tal Faraday (que não era personagem de Lost) era muito ruim de matemática, mas foi um grande cientista, cuja maior parte das suas descobertas se deu mais através de experimentos práticos do que de teóricos. Aliás, tem um amigo meu que talvez adorasse os seis princípios de Faraday. Grande parte de seus experimentos envolviam altas tensões e descargas elétricas de grande potência. Essas descargas, entre outras coisas, têm a capacidade de induzir um campo eletromagnético que pode interferir em outros equipamentos elétricos.

Faraday descobriu que o interior de clausuras condutoras não sofre nenhuma interferência de campos eletromagnéticos gerados em seu exterior. Ou seja, se você tiver um invólucro protetor – mais ou menos como uma gaiola – feito de material condutor, o seu interior estará protegido de qualquer interferência eletromagnética do exterior, desde que o comprimento de onda da interferência seja maior que as brechas da gaiola.

O princípio da gaiola de Faraday é utilizado principalmente para proteger equipamentos eletrônicos sensíveis de interferências eletromagnéticas externas. E você pode encontrar essa gaiola em muitas situações do dia-a-dia. Em prédios, o SPDA, sistema de proteção contra descargas atmosféricas, ou pára-raios, é ligado à estrutura metálica do edifício. A estrutura, além de servir como condutor de descida para a dissipação da energia do raio para a terra, transforma o prédio em uma gaiola de Faraday gigante, protegendo os equipamentos sensíveis dos moradores.

Sabe o que também pode ser considerada uma gaiola de Faraday? Um avião. E é uma gaiola bem melhor que o seu prédio, pois não tem nenhuma brechinha (com exceção das janelas). É um casulo de alumínio, um dos melhores condutores de eletricidade. Se por algum acaso – que não é tão raro – um avião for atingido por um raio, toda a energia será conduzida através da fuselagem do avião para, em seguida, seguir o seu curso normal para a terra (ou para a nuvem, dependendo do tipo de raio).

O pessoal, assim como os equipamentos eletrônicos, no interior do avião não sofrerá nenhum efeito. Talvez os passageiros nem notem o que ocorreu.

Portanto, como algumas autoridades de aviação já informaram para a imprensa, é muitíssimo improvável que um raio tenha derrubado o Airbus 330-200 da Air France que fazia o vôo AF 447 Rio-Paris.

Esses dois vídeos mostram como um avião pode receber uma lapada de Zeus e continuar voando como se nada tivesse acontecido.


 
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