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Rabeca de Fandango - Anísio Pereira

A Rabeca de Fandango, ou Rabeca Fandangueira, é uma tradição do litoral norte do Paraná, especialmente na cidade de Paranaguá, onde vive a família Pereira.

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Essa rabequinha foi construída pelo Mestre Anísio Pereira no ano de 2002. Como manda a tradição, a madeira utilizada foi a Caixeta, ou Pau-de-Tamanco (Tabebuia cassinoides), espécie típica das matas inundáveis da costa da Mata Atlântica. Madeira leve e maleável, a caixeta é empregada em construções navais e na fabricação de outros instrumentos de fandango, como a viola e o adufo.

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As rabecas dos Pereira têm 3 cordas, usualmente afinadas em quartas justas. O arco também é feito de caixeta, mas guarada a grande peculiaridade de utilizar o Timbopeva -espécie de cipó- como crina. Isto lhe confere um som bem rascante e de volume não muito alto. Outro fato curioso é a colocação de resina de Almesca (ou almécega) na parte posterior da mão do instrumento. Isto agiliza a aplicação da resina no arco durante as brincadeiras do Fandango.

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Este instrumento possui decoração em pirógrafo no tampo superior, assim como uma pequenina rabeca esculpida em madeira colada sob o espelho, entre o braço e o cavalete. Este é feito de madeira um pouco mais dura e escura.

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Segundo Rodolfo Vidal, rabequeiro de Cananéia, no Vale do Ribeira, SP, a rabeca de fandango "também pode ser feita na forma ou cavoucada, utilizando-se vários tipos de madeira diferentes. O instrumento possui três cordas em quase toda a região, À exceção de Morretes e Iguape, onde é encontrada com quatro cordas. A afinação mais usada, da corda mais grossa para a mais fina, é de uma quarta justa. A rabeca sempre dobra a primeira voz e, nos momentos em que a moda ou marca não estão sendo cantada, faz uma linha melódica própria, tendo um toque - ou ponteado - especí­fico para cada uma. Segundo os fandangueiros, a rabeca enfeita o fandango e, por não ter pontos como a viola, é mais difícil de ser tocada. O dandão e a chamarrita, modas valsadas, possuem vários temas diferentes para rabeca, e podem ser tocados na mesma moda conforme a vontade do rabequista. Em São Paulo os toques de rabeca são diferentes dos toques do Paraná."

Fonte: http://rabequeiros.blogspot.com/2009/02 ... reira.html