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Qualquer mulher sabe mais

No início da Idade Média, quase todas as mulheres podiam ser chamadas de bruxas, já que em seu cotidiano invocavam a Deusa com uma centena de pequenas cerimônias, assim como rituais maiores durante as festividades especiais. Martin de Braga disse que as mulheres deveriam ser condenadas por “decorar mesas, vestir galardões, fazer presságios a partir de pegadas, colocar frutas e vinho nas toras das lareiras e pão nos poços. O que seria isso se não trabalho para o demônio? As mulheres chamando por Minerva quando estão tecendo e observando o dia de Vênus para os casamentos, não estão fazendo o trabalho do diabo?”

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Mesmo na era Cristã, as mulheres-sábias tinham um peso comparado ao médico da família atual. Paracelso disse que as bruxas o tinham ensinado tudo o que sabia sobre cura. O Dr. Lambe, o famoso demônio do Duque de Buckingham’s, disse ter aprendido os segredos da medicina por ter se relacionado com feiticeiras. Em 1570 o carcereiro do Castelo de Canterbury libertou uma feiticeira condenada, justificando, com a opinião popular, que ela sozinha era melhor para tratar os doentes do que todos os e padres e exorcistas. Agrippa von Netteshelm considerava as bruxas superiores aos homens como praticantes: “Não são os filósofos, matemáticos e astrólogos inferiores às mulheres do campo em duas adivinhações e predições, e não é uma velha enfermeira muito melhor que um jovem médico?
Qualquer mulher sabe mais sobre superstições e encantamentos do que uma centena de homens. Até o século 15, os “Feitiços e encantamentos” das mulheres foram, virtualmente, o único depositário de prática médica.



Fonte: http://jornale.com.br/wicca/?p=277