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Presos brasileiros podem jogar videogames?

Tendo nossa curiosidade atiçada pela notícia de uma detenta britânica a quem foi permitida a posse de um Playstation 3 dentro de uma prisão como resultado de sua boa conduta, decidimos investigar como o sistema penitenciário brasileiro vê a questão dos videogames. Sua presença é permitida nas penitenciárias? E se sim, existe alguma restrição sobre seu conteúdo?

A reportagem do Arena Turbo apurou que, mesmo não havendo qualquer regulamentação em âmbito nacional que proíba detentos de jogar videogames nas penitenciárias brasileiras, geralmente a entrada do aparelho em si é proibida. Não se trata de uma medida voltada apenas aos consoles, mas também a outros aparelhos eletrônicos.

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caso de penitenciárias federais, é vetada a entrada de todo e qualquer dispositivo eletrônico: até mesmo pen-drivers ou celulares. A abstinência de tecnologia não é tão rígida nas prisões estaduais, que contam por exemplo com a presença de televisores. Outros eletrônicos no entanto, como videocassetes, DVD players e até videogames, não são permitidos dentro de seus muros.

Essa é simplesmente uma medida de segurança e não uma medida cautelar contra conteúdos específicos, conforme posicionaram-se as assessorias de imprensa dos sistemas penitenciários tanto federal quanto do Estado de São Paulo.

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nas unidades da Fundação Casa (antiga Febem), a ausência de videogames é creditada à falta de recursos da instituição para poder equipar todas as suas unidades com tal atividade recreativa. Algumas iniciativas isoladas, porém, como uma recreação com games de computador após aulas de informática, são praticadas em algumas unidades de maneira independente por professores e educadores. Os jogos utilizados variam entre games de plataforma, esportes e corrida.

A Fundação Casa não descarta a possibilidade da utilização dos videogames como atividade recreativa, educativa ou até mesmo de reinserção no mercado de trabalho em um futuro próximo. Entretanto, tal iniciativa ainda não consta no quadro de projetos da instituição.

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Portanto, antes de cometer algum delito, pense duas vezes: uma vez encarcerado em uma penitenciária brasileiras, as chances são de que você não chegará nem perto de um videogame por um longo tempo.

Fonte: http://arenaturbo.ig.com.br/materias/50 ... 282_1.html