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Por que o "Evangelho de Pedro" não faz parte da Bíblia?

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Na verdade houve uma época em que este evangélho era permitido para o uso dentro da igreja, entre 190~220 a.C. Um bispo, o que o liberou (Serapião) arrependeu-se e o removeu da igreja, pois ele percebeu que o teor dos ensinamentos deste evangelho ensinava doutrinas gnósticas.
Logicamente, que, neste periodo de adaptação do cristianismo, tinha-se que levar seu fundamento a risca, tinha que ser algo programado, não poderia entrar nada que o contradizesse...
Agora o motivo de Pedro ter ensinado gnose no evangelho é incerto, mas pra você ver como até os discipulos cometiam equivocos...
 
E quem escolheu os livros que estão na bíblia foram os bispos?

Eles que escolhiam qual evangelho ia fica e qual ia sair?
 
Os livros eram escolhidos atravês do Cânon, era escolhido o livro que tinha inspiração divina e colocado na lista. Isso aconteceu gradualmente, e acredita-se que a Biblia Canonica se formou em 1500 anos aproximadamente.

A escolha era feita atravês de Concilios, uma reunião de autoridades eclesiásticas com o objetivo de discutir e deliberar sobre questões pastorais, de doutrina, fé e costumes. O Concílio rejeitava todos os livros e demais escritos e os considerava como apócrifos, ou seja, não tendo evidências de inspiração por Deus e fonte de fé.

Até os primeiros quatro séculos, na Igreja Primitiva não havia um parecer oficial sobre o Cânon do Antigo Testamento. As opiniões eram muito diversifícadas. Alguns optavam pelo Cânon Hebraico e outros pelo Cânon Alexandrino. No final do século IV, Os Concílios Regionais foram se posicionando a favor do Cânon Alexandrino. As Igreja Orientais também fizeram sua opção pelo Cânon Alexandrino. Desta forma, depois do séc. IV, o Cânon Alexandrino havia obtido aceitação ampla em toda Igreja.
 
Anderson Escreveu:E quem escolheu os livros que estão na bíblia foram os bispos?

Eles que escolhiam qual evangelho ia fica e qual ia sair?

Se foi os BISPOS nao sei , mais na minha opiniao todos os livros tinha que esta na bíblia !
 
[sK]Neo Escreveu:Na verdade houve uma época em que este evangélho era permitido para o uso dentro da igreja, entre 190~220 a.C.


entre 190~220 a.C. ?

Não é entre 190~220?
 
Antes de adentrarmos ao assunto propriamente dito, convêm determinar a terminologia bíblica que os escritores do NT aplicavam ao corpo de literatura judaica aceita. Isto é importante para descobrirmos o cânon da Bíblia hebraica antes do início da Igreja cristã primitiva porque, como diz Paulo, "aos judeus foram confiados os 'oráculos de Deus" (Rom. 3:2). Isto é uma declaração importante indicando que havia um cânon divinamente inspirado e autorizado pela nação Judaica. É importante identificarmos quais são esses livros e sua autoridade porque unicamente esses livros que são verdadeiramente 'os oráculos de Deus' é que podem ser usados pela Igreja.
O Testemunho de Jesus e o Novo Testamento

Assim como Paulo se referiu às Sagradas Escrituras do Velho Testamento em um sentido geral como 'os oráculos de Deus,' Jesus também se referia ao Velho Testamento em termos gerais. Isto prova que Jesus e os apóstolos tiveram em mente uma quantidade certa de livros que estavam incluídos sob aqueles títulos gerais. Por exemplo, Jesus referiu ao VT como a "Lei de Moises e os Profetas". A 'Lei de Moises' foi universalmente entendida como se referindo aos primeiros cinco livros da Bíblia conhecidos como Pentateuco a saber: Gênesis, Êxodo, Levitico, Números e Deuteronômio. Quando Lucas registra o diálogo entre Jesus e os discípulos na estrada de Emaús, ele usa a seguinte expressão: 'E começando por Moisés e por todo os profetas, explicava-lhes o que dele se achava em todas as Escrituras." (Lucas 24:27). Outra vez nós encontramos aqui descrições gerais. "Moisés e os Profetas" são logo a frente chamados de 'Escrituras'. "Moisés e os Profetas" compreendem um conjunto específico de livros. Outros títulos utilizados para representar os livros do VT como uma coleção de livros sagrados são: 'a Lei,' 'a Lei e os Profetas,' 'as Escrituras Sagradas' e 'a Palavra de Deus.' Esses títulos gerais confirmam que aquela classe de livros foram recebidos como Escrituras Sagradas. Quando um judeu utilizava o termo - 'os Profetas' - todos sabiam que livros ele tinha em mente. Isto com certeza foi o caso de Paulo quando utilizou o termo 'os oráculos de Deus'. Enquanto Jesus referiu às Sagradas Escrituras em termos gerais, ele também freqüentemente especificou alguns livros particulares que ele considerou inspirados. Por Exemplo, depois da leitura do livro do profeta Isaías na sinagoga ele disse, 'Hoje se cumpriu esta Escritura em vossos ouvidos" (Lucas. 4:21). Ele ainda citou Salmos (Mc. 12.10), Deuteronômio (Mt. 4:4,7,10), Isaias e Jeremias (Lucas 19.46) e Zacarias (Mc. 14:27).

Isto deixa claro que quando Jesus se referia ao termo "Sagradas Escrituras" ou "Escritura", ele tinha um conjunto específico de livros em mente. Jesus e os apóstolos aceitaram o cânon autorizado estabelecido pelos Judeus, isto é, ao povo judeu que Deus tinha usado para produzir as Escrituras.

Podemos deduzir outra prova pelo fato de Jesus nunca ter discutido com os judeus de seu tempo (Fariseu, Saduceus) sobre os limites das Sagradas Letras. Apesar de sabermos que havia uma tensão teológica entre tais grupos e estes e Jesus, contudo o mesmo cânon era aceito por ambos.

Agora, se nós sabermos qual tipo de cânon que Jesus utilizava então saberemos que livros são os verdadeiros 'oráculos de Deus.' e saberemos também qual cânon é autorizado para a igreja cristã.

A Estrutura do Cânon Hebraico

Como podemos perceber, historicamente, a estrutura do cânon hebraico não era fixa. Jesus não deixou nenhuma lista de livros inspirados do VT, mas seguindo a visão judaica tradicional de estruturar o cânon, ele referiu às Sagradas Escrituras pela divisão tripla, "Lei de Moisés, os Profetas e os Salmos". O termo "Salmos" era outra maneira de referir à terceira categoria do cânon hebraico comumente conhecido como Escritos ou Hagiógrafos, de que os Salmos assegurava um lugar de proeminência. Assim, se nós pudermos determinar que livros compreendem cada uma destas três divisões, nós saberemos que livros Jesus acreditava ser inspirados.

Lembrando que Jesus não é o único a se referir a esta tríplice divisão, há muitas testemunhas adicionais que provam que esta não era somente uma opinião pessoal do Mestre, mas a tradição da nação Judaica como um todo. Há uma validação histórica para esta classificação tripla, a saber: o livro apócrifo de Eclesiástico; o historiador Judaico Josefo; o filósofo judaico alexandrino Filo; o pai da Igreja Jerônimo e a literatura rabínica.

Obs: a expressão "a lei e os profetas" cobria as três divisões "a Lei, os Profetas e os Salmos". As vezes os Salmos era colocado na categoria da Lei (João 10.34).

Eclesiástico - O prólogo da tradução Grega de Eclesiástico, escrito cerca de 130 a.C, pelo neto de Jesus ben Sirah, atesta:

"Pela Lei, pelos Profetas e por outros escritores que os sucederam, recebemos inúmeros ensinamentos importantes...Foi assim que após entregar-se particularmente ao estudo atento da Lei, dos Profetas e dos outros Escritos, transmitidos por nossos antepassados..."

Pelo que parece para este escritor há três grupos de livros que têm uma autoridade única em seu tempo, e que seu avô escreveu depois deles ganhando grande fama como seu intérprete e não como seu rival. O tradutor explicitamente distingue o 'algo' ( o livro de Eclesiástico) da 'Lei, os Profetas e os outros escritos.' O autor separa o livro de Eclesiástico das Sagradas Escrituras, não o inclui no cânon.

Josefo - Outra testemunha da divisão tríplice do cânon hebraico é Josefo, Fariseu e historiador judaico que testemunhou a queda de Jerusalém em 70 a.D. Em Contra Apionem ele escreve:

"Não temos dezenas de milhares de livros, em desarmonia e conflitos, mas só vinte e dois, contendo o registro de toda a história, os quais, conforme se crê, com justiça, são divinos." Depois de referir-se aos cinco livros de Moisés, aos treze livros dos profetas, e aos demais escritos (os quais "incluem hinos a Deus e conselhos pelos quais os homens podem pautar suas vidas"), ele continua afirmando:

Desde Artaxerxes (sucessor de Xerxes) até nossos dias, tudo tem sido registrado, mas não tem sido considerado digno de tanto crédito quanto aquilo que precedeu a esta época, visto que a sucessão dos profetas cessou. Mas a fé que depositamos em nossos próprios escritos é percebida através de nossa conduta; pois, apesar de ter-se passado tanto tempo, ninguém jamais ousou acrescentar coisa alguma a eles, nem tirar deles coisa alguma, nem alterar neles qualquer coisa que seja. [5]

Josefo é suficientemente claro. Como historiador judeu, ele é fonte fidedigna. Eram apenas vinte e dois os livros do cânon hebraico agrupados nas três divisões do cânon massorético. E desde a época de Malaquias (Artaxerxes, 464-424) até a sua época nada se lhe havia sido acrescentado. Outros livros foram escritos, mas não eram considerados canônicos, com a autoridade divina dos vinte e dois livros mencionados.

Filo - um judeu alexandrino do século primeiro, em sua obra, De Vita Contemplativa (25), também testemunha divisão tripartida do cânon do VT.

É interessante saber que Filo mesmo procedente de Alexandria nunca citou um livro sequer dos apócrifos. Possivelmente ele teve contato com a Septuaginta, mas não citou um livro dela em suas obras, apesar de citar vários outros do VT.

Jerônimo - foi o tradutor da Vulgata Latina, a Bíblia oficial do catolicismo. Ele estudou vários anos na Palestina com mestres hebraicos e após retornar escreveu no prefácio dos livros de Samuel e Reis da Vulgata sobre a tríplice divisão do cânon judaico como a Lei, os profetas e os Hagiógrafos.

Bíblia católica - na página 15 da Bíblia católica versão dos Monges de Maredsous da editora Ave Maria sob o subtítulo "Introdução - A Bíblia em Geral" confirma esta tríplice divisão hebraica sem os livros apócrifos:

"É sumamente útil lembrar como foi feita cada uma dessas coleções. A coleção dos livros do Antigo Testamento originou-se no seio da comunidade dos judeus que a foram ajuntando no decorrer de sua história. Dividiram-na em três partes:

1. A Lei (Torá), contendo cinco livros (chamados mais tarde de o Pentateuco que significa os cinco volumes), forma o núcleo fundamental da Bíblia. Esses cinco livros são: Gênese, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio.

2. Os Profetas. Os judeus abrangiam sob esse título não somente os livros hoje são denominados Profetas, mas também a maioria dos escritos que hoje costumamos chamar de Livros Históricos.

3. Os Escritos. Os judeus designavam por esse nome os seguintes livros: Salmos, Provérbios, Jó, Cântico dos Cânticos, Rute, Lamentações, Eclesiastes, Ester, Daniel, Esdras e Neemias e as Crônicas.

É a essa divisão que se refere o divino Mestre quando mais de uma vez (p. ex. Mt 22,40) falou da "Lei e os Profetas".

Essa coleção já estava terminada no segundo século antes da nossa era.

Nessa mesma época os judeus já estavam, em parte, dispersos pelo ido. Uma importante - colônia judaica vivia então no Egito, nomeadamente em Alexandria, onde se falava muito a língua grega. A Bíblia foi então traduzida para o grego. Alguns escritos recentes foram-lhe acrescentados sem que os judeus de Jerusalém. os reconhecessem como inspirados. São os seguintes livros: Tobias e Judite, alguns suplementos dos livros de Daniel e de Ester, os livros da Sabedoria e do Eclesiástico, Baruc e a Carta de Jeremias, que se lê hoje no último capítulo de Baruc. A Igreja Cristã admitiu-os como inspirados da mesma forma que os outros livros.

No tempo da Reforma, os protestantes, depois de terem hesitado por um tempo, decidiram não mais admiti-los nas suas Bíblias, pelo simples de não fazerem parte da Bíblia hebraica primitiva. Daí a diferença que há ainda hoje entre as edições protestantes e as edições católicas da Bíblia. Quanto ao Novo Testamento não há diferença alguma." [até aqui o comentário da bíbla católica]

É interessante notar que este comentário declara que a Bíblia foi formada na comunidade judaica na palestina e não em Alexandria no Egito. Portanto, a formação do cânon ou seu fechamento é de competência dos judeus da Palestina.

fonte: http://www.cacp.org.br/catolicismo/arti ... submenu=11
 
isso anderson, é dc confundi aki na hora de escrever rs
 
por quer não foi aceito pelos os comição judaica
 
Afinal quem eram estes homens para decidir o que era de inspiração divina?

Como sabiam o que era de inspiração divina ou não?

Provavelmente tudo se baseou em interesses e preconceitos vigentes na época da montagem da bíblia.

Imaginem vocês a quantidade de informação histórica e doutrinária que foram perdidos?

Poderíamos ter tido um cristianismo mais esclarecido e menos dogmático.