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Polícia procura suposto empresário do ‘golpe da bola’

Segundo polícia, falso agente prometia contratos no exterior.
Ele teria roubado cerca de R$ 200 mil de famílias do Rio e de São Paulo.




A Polícia Civil do Rio pediu à Justiça a prisão preventiva de Milton Félix Paulino, supostamente falso agente, que se passaria por empresário para prometer a jovens jogadores de futebol contratos com clubes no exterior. Milton se apresentaria como credenciado pela Federação Portuguesa de Futebol.

Segundo denúncia da polícia, ele dizia que era representante de times europeus para fazer promessas aos futuros craques. Em reportagem do Jornal Hoje, nesta segunda-feira (2), os pais das vítimas confirmam o assédio do suposto agente aos jovens.


A mãe de um menino, de 13 anos, disse que chegou a vender tudo pelo sonho de ver o filho jogando no exterior. “Ele (o suposto agente) pegou e falou assim: eu realizo o sonho do seu filho amanhã, mas vocês têm que me dar isso, isso e isso. Só o que eu anotei, foram uns R$ 10 mil”, revelou.

O garoto, que ouviu as promessas, contou que chegou a ficar desconfiado, já que o homem não chegou a vê-lo jogar e, mesmo assim , prometeu contrato com um clube em Portugal. “Achei estranho, mas é que ia ser praticamente um grande passo na minha vida. Aí, me deixei levar pela vida dele, pelas palavras.”

Para convencer a família, o suposto falso agente teria forjado um fax como se fosse da Federação Portuguesa de Futebol.

De acordo com as investigações, pelo menos 16 famílias do Rio e também de São Paulo foram enganadas por Milton Félix Paulino que, segundo a polícia, se apresentava como empresário.



Pai pediu demissão para ter dinheiro

Um dos jovens teria retirado o passaporte às pressas e esperado no aeroporto por um embarque que nunca aconteceu. O pai de um dos garotos, Jair Araújo, chegou a pedir ao patrão que o demitisse e teria entregue a indenização a Milton.

O rapaz foi levado para o Espírito Santo com a promessa de treinar em um centro esportivo antes de seguir para a Europa. “Ele fez o meu filho passar fome e no final ainda falou para mim: ou você compra a passagem para o seu filho e manda ele para lá ou ele vai dormir na rua’”, contou Jair.

A polícia calcula que, em um ano, o suposto falso empresário tenha roubado quase R$ 200 mil de famílias de jovens que alimentavam o sonho de ser um craque no exterior.

O delegado Felipe Ettore, encarregado das investigações, recomenda que os pais devem procurar os órgãos competentes no ramo esportivo para se certificar da idoneidade dos profissionais.

Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Rio/0,,MUL ... +BOLA.html