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Piratas somalis seqüestram mais três navios

Barcos tailandês, de Hong Kong e outro grego foram capturados.
Seqüestros devem aumentar a pressão por uma ação internacional.




Piratas somalis capturaram mais três navios desde o seqüestro do superpetroleiro saudita "Sirius Star", ancorado desde terça-feira diante de um porto da Somália, informaram fontes quenianas.



Um pesqueiro tailandês, um navio de carga de Hong Kong e outro grego foram capturados na terça-feira na Somália, de acordo com Andrew Mwangura, diretor do departamento queniano de um programa de assistência aos marinheiros, com base na cidade portuária de Mombasa.



Os piratas somalis que seqüestraram o superpetroleiro saudita "Sirius Star" exigem um resgate para liberar o navio e a tripulação, declarou ao canal Al-Jazeera um homem apresentado pela emissora do Qatar como um dos responsáveis pelo crime.

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Seis de oito acusados de piratarias são filmados nesta quarta-feira


"Há negociadores a bordo do navio e em terra. Quando chegarem a um acordo sobre o resgate, este será enviado em dinheiro ao petroleiro", declarou, sem revelar o valor exigido, o homem identificado como Farah Abd Jamekh.

Ameaça crescente
Os seqüestros devem aumentar a pressão por uma ação internacional coordenada contra a crescente ameaça da pirataria na costa somali, que é parte de uma das principais rotas comerciais do mundo.

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Mapa localiza o Golfo de Aden, na costa da Somália


O comandante do Estado-Maior conjunto dos Estados Unidos, Michael Mullen, disse ter ficado surpreso com o raio de ação dos piratas, já que o petroleiro saudita estava em alto-mar quando foi seqüestrado. "Fiquei mais surpreso com o procedimento do que com o tamanho do navio", disse Mullen.

Na recente escalada de ataques piratas, nenhum em alto-mar havia sido registrado. Mullen destacou a dificuldade de uma intervenção armada contra os piratas: "Uma vez que tenham abordado (o navio) é muito difícil detê-los porque, evidentemente, têm reféns''.

Outra nota discordante do 'modus operandi' habitual é que o ataque aconteceu longe do Golfo de Aden e do Mar Arábico, onde se concentram os ataques atribuídos a homens armados procedentes da Somália, um país em caos desde o começo da guerra civil em 1991.

Este ano, os piratas somalis atacaram pelo menos 83 navios estrangeiros no Oceano Índico e no Golfo de Aden, o dobro de todo 2007, segundo o Escritório Marítimo Internacional.

No domingo, os piratas somalis seqüestraram um cargueiro japonês no golfo, ao mesmo tempo que liberaram outro da mesma nacionalidade e sua tripulação, que estava raptado há seis seis meses.

Alarmada com a situação, a ONU aprovou em junho uma resolução que permite aos navios de guerra atacar os piratas em águas somalis. A União Européia (UE) autorizou a primeira operação naval de sua história para lutar contra a pirataria na região.

A China anunciou na terça-feira que iniciara uma operação de resgate para salvar um de seus pesqueiros capturado semana passada no Quênia. A tripulação foi levada para a Somália.

Já a Marinha britânica informou que entregou oito piratas somalis detidos em alto-mar às autoridades quenianas

Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,M ... AVIOS.html