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Petróleo fecha em baixa de mais de 9% em Nova York e Londres

Contratos nos EUA fecharam em queda de US$ 3,63.
Preços do petróleo despencaram cerca de US$ 110 o barril desde julho.


O petróleo em Nova York fechou em queda de 9,31% nesta quarta-feira (24), conforme novos dados sombrios sobre a economia dos EUA compensaram um relatório sobre um inesperado declínio nos estoques do produto no país.

Os futuros do petróleo nos EUA fecharam em queda de US$ 3,63, para US$ 35,35 o barril, abaixo da máxima de US$ 39,69 verificada durante a sessão.

As perdas seguiram dados do governo mostrando um aumento nos pedidos de auxílio-desemprego dos EUA para o maior patamar em 26 anos, e um corte de gastos por parte dos consumidores no mês de novembro. Esses números reforçaram a visão de uma contínua desaceleração do consumo de energia.

"Até o que o preço esteja baixo o bastante para romper a escuridão econômica, o petróleo ficará sob pressão", afirmou Mike Fitzpatrick, vice-presidente da MF Global, em Nova York.

O barril de petróleo Brent, de referência na Europa, fechou hoje com baixa de 9,2% na Bolsa Intercontinental de Futuros de Londres (ICE Futures, em inglês), após ser anunciado que as reservas de petróleo dos Estados Unidos, maior consumidor energético do mundo, caíram na semana passada.

O barril do Brent para entrega em fevereiro terminou a US$ 36,61, uma queda de US$ 3,75 em relação ao pregão de terça-feira.

A baixa do preço do Brent coincidiu com a publicação dos dados sobre os estoques de petróleo dos Estados Unidos, que caíram 3,1 milhões de barris na semana passada, até 318,2 milhões, segundo anunciou o Departamento de Energia americano.

Os preços do petróleo despencaram cerca de US$ 110 o barril desde julho, à medida que a crise financeira global reduziu a demanda de consumo e negócios para os combustíveis.

A Agência de Informação de Energia (AIE) dos EUA disse na quarta-feira que os estoques de petróleo norte-americano recuaram 3,1 milhões de barris na semana passada, mediante a desaceleração das importações, ante projeção do mercado de alta de 400 mil barris.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) já anunciou cortes de quase 5% na oferta mundial do produto e pode convocar um reunião emergencial antes de março, caso os preços continuem em queda, declarou o presidente do grupo, Chakib Khelil, na terça-feira.


Fonte: G1