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Oposição anuncia a suspensão dos protestos contra Evo Morale

Oposição anuncia a suspensão dos protestos contra Evo Morales na Bolívia

O presidente do Comitê Cívico de Santa Cruz, Branco Marinkovic, anunciou neste domingo (14) o fim dos bloqueios de estradas e dos protestos contra o governo de Evo Morales na Bolívia.

Segundo ele, que falou em nome de todas as entidades oposicionistas, o objetivo é dar um "sinal de boa vontade" para pacificar o país antes de reunião entre Evo e governadores oposicionistas marcada para este domingo.

A Bolívia está paralisada nas últimas três semanas por uma crise política que opõe o governo federal às províncias autonomistas. Houve confrontos de rua com cerca de 30 mortos e centenas de feridos, e até uma interrupção parcial do fornecimento de gás natural para Brasil e Argentina.

Entenda a crise política na Bolívia

Veja imagens dos confrontos

O governo da Bolívia anunciou neste domingo que as Forças Armadas tomaram Cobija, capital do estado de Pando, palco dos principais conflitos de rua.

A informação foi divulgada pela TV estatal. O prefeito da cidade, Luis Flores, que é aliado de Evo, confirmou a ocupação, mas as autoridades estaduais negaram.

Segundo fontes do governo, o Exército tomou conta das unidades policiais e militares da região e está patrulhando as ruas da capital, que, assim como o resto do departamento, está em estado de sítio desde a noite de sexta-feira. Não há informação sobre vítimas.

Apesar de criticarem o que chamaram de "militarização" de Cobija, os governadores de oposição anunciaram que mesmo assim vão se reunir com Evo para tentar um acordo.
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Segundo a rádio estatal, o Exército também quer patrulhar a área rural do estado, onde ocorreram confrontos, como na cidade de Porvenir.

Hugo Mopi, porta-voz do governo de Pando, negou que a cidade tenha sido tomada. Segundo ele, os militares "estão no aeroporto e nos quarteis", mas, nas ruas, "tudo está normal".

Segundo ele, o foco de conflito segue sendo o aeroporto da cidade. Ele disse também que os cidadãos de Cobija não querem que o Exército entre na cidade e que não vão respeitar o estado de sítio.

Testemunhas ouvidas pela agência Reuters disseram que o clima em Cobija era calmo neste domingo, sem presença de tropas.

O ministro da Presidência, Juan Ramón Quintana, disse que há uma ordem de prisão contra o governador de Pando, Leopoldo González, acusado pelo governo de envolvimento nas mortes provocadas pelos confrontos e também de descumprimento do estado de sítio. Ele negou as acusações.
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