•  
     

Onça que escapou de cheia no AM é adotada por zoológico em M

Janaína andou de barco, avião e furgão para chegar a Uberlândia.
No AM, ela estava presa em jaula de madeira, machucada e desnutrida.


Quase um mês depois de se salvar das cheias no Amazonas, a onça pintada Janaína chegou ao seu novo lar, o zoológico municipal Parque do Sabiá, em Uberlândia. Ela vivia em uma pequena jaula de madeira que ficava no meio de uma área alagada no Rio Solimões, e só foi resgatada quando a água já estava molhando suas patas.

Onça tem cinco anos e pesa apenas 35 quilos..jpg
Onça tem cinco anos e pesa apenas 35 quilos.


Janaína foi transportada de lancha até a cidade de Tefé (AM), onde recebeu cuidados veterinários. De lá, foi de balsa até Manaus, de avião até Brasília e de furgão até Minas Gerais.

Apenas peixes

A onça era criada por um ribeirinho dentro da reserva de Mamirauá. Com cinco anos e pesando apenas 35 quilos – para um animal de sua idade, o ideal seria ter entre 50 e 60 quilos –, ela era alimentada com peixes.

Após o resgate Janaína foi transportada de lancha até Tefé (AM)..jpg
Após o resgate Janaína foi transportada de lancha até Tefé (AM).


A história contada pelos moradores da comunidade de Bate Papo, onde Janaína vivia, era de que ela havia sido abandonada pela mãe. Quando tinha cerca de seis meses de idade, foi enjaulada em um caixote de madeira e ficou lá até o último domingo (31), quando foi resgatada.

Animal arredio

Segundo o Instituto Mamirauá, que ajuda o governo a cuidar da reserva, a única pessoa que conseguia se aproximar da onça era seu dono, que faleceu em agosto de 2008. Como o animal era arredio, o pai do proprietário resolveu entregá-lo ao Ibama.

Por mais de quatro anos, Janaína viveu em caixa de madeira improvisada..jpg
Por mais de quatro anos, Janaína viveu em caixa de madeira improvisada.


O resgate foi realizado pela Secretaria de Meio Ambiente do Amazonas, com autorização do Ibama e apoio do Instituto Mamirauá e das Forças Armadas. Para o transporte do animal, os institutos vão contar com a ajuda da ONG NEX, especializada na conservação de felinos.

Moradores de Mamirauá afirmam que o animal foi abandonado pela mãe. Especialistas avisam que onças não são animais de estimação, e requerem cuidados especiais para serem criadas em cativeiro..jpg
Moradores de Mamirauá afirmam que o animal foi abandonado pela mãe. Especialistas avisam que onças não são animais de estimação, e requerem cuidados especiais para serem criadas em cativeiro.


Fonte: http://www.globoamazonia.com/Amazonia/0 ... EM+MG.html