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O que acontece quando morremos?

O que acontece quando morremos?


M. J. Stephey


Entrevista publicado na revista TIME, edição de 18/09/2008


O pesquisador Dr. Sam Parnia, do Centro Médico da Universidade de Cornell (EUA), é um dos líderes entre os especialistas no estudo científico da morte. Na última semana, Parnia e seus colegas do Projeto sobre a Consciência Humana (Human Consciousness Project) anunciaram seu mais importante projeto de trabalho: uma pesquisa de três anos sobre os efeitos biológicos que acompanham as experiências de desdobramento (out-of-body experiences). O estudo, conhecido como AWARE (AWareness during REsuscitation - Consciência durante a ressuscitação), envolverá a colaboração dos 25 centros médicos mais importantes da Europa, Canadá e Estados Unidos, e examinará cerca de 1.500 sobreviventes de ataques cardíacos. A revista TIME entrevistou Parnia sobre a origem do projeto, as pessoas céticas em relação a esse assunto, e a diferença entre mente e cérebro.

Quais métodos o projeto vai utilizar para verificar as alegações de experiências "próximas da morte"?

Quando seu coração pára de bater, o cérebro não recebe sangue. Assim, o que acontece é que dentro de cerca de 10 segundos cessa a atividade cerebral - como você pode imaginar. Contudo, paradoxalmente, 10 a 20 por cento das pessoas que voltam à vida após esse período, que pode ser de alguns minutos até mais de uma hora, alegam que estiveram conscientes. Assim, a questão central é se isso é real ou algum tipo de ilusão. Desta forma, a única maneira de responder é ter imagens que somente podem ser vistas do teto e de nenhum outro lugar, porque elas alegam que podem ver tudo lá do teto. Então se obtivermos uma série de 200 ou 300 pessoas, todas consideradas clinicamente mortas e que foram capazes de voltar à vida, e nos disserem o que estávamos fazendo e que forem capazes de ver aquelas imagens, isso confirmará que estavam conscientes mesmo que o cérebro não estivesse funcionando.

Como esse projeto está relacionado com a percepção que a sociedade tem da morte?

As pessoas comumente consideram a morte como um momento – ou você está vivo ou está morto. Esta é uma definição dada pela sociedade. Mas a definição clínica que usamos é que a morte ocorre quando o coração pára de bater, os pulmões deixam de funcionar e, como conseqüência, o cérebro pára de trabalhar. Quando os médicos fazem incidir um feixe de luz na pupila de alguém, devem constatar que não há nenhuma reação. A reação do olho é mediada pelo tronco encefálico e é essa área cerebral que nos mantém vivos; se a reação não ocorrer, significa que o cérebro não está funcionando. Nessas alturas, chama-se uma enfermeira para que se possa registrar o óbito. Cinqüenta anos atrás, as pessoas não podiam sobreviver após esse momento.

Como a tecnologia está desafiando a percepção de que a morte é um momento?

Hoje temos tecnologias aperfeiçoadas que nos permitem trazer pessoas de volta à vida. De fato, neste preciso momento estão sendo desenvolvidas drogas – não se sabe se serão disponibilizadas no mercado – que podem retardar o processo que danifica o cérebro e produz a morte. Imaginemos que daqui a 10 anos você administre essa fantástica droga a um paciente cujo coração acaba de parar e o resultado é que ela retarda tudo de modo que o que deveria acontecer ao paciente em uma hora, agora acontecerá em dois dias. À medida que a medicina se desenvolve, nos deparamos com muitos e muitos problemas de ordem ética.

Mas, o que estaria sucedendo com o indivíduo durante esse tempo, o que está realmente acontecendo? Como há uma interrupção do fluxo sanguíneo, as células começam a passar por um tipo de frenesi para manterem-se vivas. E, dentro de aproximadamente 5 minutos começam a deteriorar-se ou a se transformar. Após cerca de uma hora os danos são tão grandes que mesmo que façamos o coração voltar a bater e enviar sangue, a pessoa pode não mais ser saudável porque as células já mudaram bastante. As células continuam a mudar de modo que dentro de alguns dias o corpo acaba se decompondo. Assim, não é um momento, é um processo que na verdade começa quando o coração pára e termina com a perda total do corpo, a decomposição de todas as células. Entretanto, basicamente, o que importa é saber o que está acontecendo com a mente da pessoa. O que acontece com a mente e consciência humanas durante a morte? Elas cessam imediatamente após o coração parar de bater? Essas atividades cessam dentro dos primeiros 2 segundos, dos primeiros 2 minutos? Sabemos que as células estão continuamente se transformando naquele momento. Essa transformação pára após 10 minutos, após meia hora, após uma hora? Não sabemos nada disso.

Como foi sua primeira entrevista com alguém que relatou uma experiência fora do corpo?

Esclarecedora e despretensiosa. O que você percebe, em primeiro lugar, é que essas pessoas são sinceras e não estão procurando nenhum tipo de fama ou atenção. Em muitos casos, elas não contaram a ninguém sobre sua experiência porque temem o que irão pensar delas. Tenho cerca de quinhentos casos de pessoas que entrevistei desde que comecei, há mais de dez anos. Há concordância na descrição das experiências vividas, na realidade do que elas estavam descrevendo. Tratei de falar com médicos e enfermeiras que disseram que esses pacientes tinham-lhes dito exatamente o que tinha acontecido e eles não podiam explicar. Registrei alguns desses relatos em meu livro What Happens When We Die (O que acontece quando morremos) porque quero que as pessoas vejam os dois lados – não somente o lado dos pacientes, mas também, o dos médicos – e vejam como se sentem os médicos ao ter um paciente que volta à vida e lhes diz o que estava acontecendo. Há um cardiologista, com quem falei, que disse que não tinha contado a ninguém acerca disso porque ele não tinha nenhuma explicação de como o paciente foi capaz de descrever em detalhes o que ele tinha dito e feito. Ele estava tão amedrontado por esse acontecimento que simplesmente decidiu não pensar mais no assunto.

Por que acha que há tanta resistência a estudos como o seu?

Porque estamos nos colocando nos limites da ciência, trabalhando contra hipóteses e percepções que temos como certas. Muitas pessoas mantêm a idéia de que quando você morre, você morre, é isso e acabou. A morte é um momento, você sabe que está ou vivo ou morto. Todas essas coisas não são cientificamente válidas, mas são o que a sociedade sente. Se olhar para trás, no fim do século 19, os físicos da época estavam trabalhando com as leis de Newton e acreditavam que tinham respostas para tudo o que acontecia no universo. Quando olhamos para o mundo à nossa volta, a Física newtoniana é totalmente suficiente. Ela explica muitas coisas com que lidamos. Mas, então, descobriu-se que quando olhamos aos movimentos que ocorrem em pequenas dimensões – além do nível atômico – as leis de Newton já não são válidas. Uma nova Física foi necessária, e acabamos com o advento da física quântica, que provocou muitas controvérsias, nem o próprio Einstein acreditava nela.

Agora, se você focalizar a mente, a consciência e o cérebro, a hipótese de que a mente e o cérebro são a mesma coisa pode funcionar em muitas circunstâncias, porque em 99% das circunstâncias não podemos separar a mente do cérebro, eles funcionam exatamente ao mesmo tempo. Mas há certos exemplos extremos, como quando o cérebro se desliga, em que constatamos é que esta hipótese não é mais verdadeira. Assim é necessária uma nova ciência da mesma forma que foi necessária a nova física quântica. O acelerador de partículas do CERN leva-nos de volta a nossas raízes. Ele pode nos levar de volta aos primeiros momentos após o big bang, o exato momento do começo. Com nosso estudo, pela primeira vez, temos a tecnologia e os meios que nos possibilitam essa pesquisa. Para ver o que acontece no nosso fim. Alguma coisa continua?

Fonte: http://www.valdiraguilera.net/o-que-aco ... remos.html
 
nem sei so Deus sabe !!
 
SE VOCÊ FOI UM BOM MENINO

AJUDOU VELHINHOS A ATRAVESAREM A RUA
FEZ CARIDADE
TIROU BOAS NOTAS

VOCÊ VAI PARA O CÉU

MAS SE VOCÊ FOI UM MAL MENINO

REPROVOU NA ESCOLA
QUEBROU A JANELA DO VISINHO
ESPANCOU ALGUM NERD

VOCÊ ESTÁ CONDENADO A QUEIMAR NO HELL

LOL

HAHA'

(BRINCADEIRA) EU CREIO QUE AGUARDAREMOS O DIA DO JUIZO FINAL!
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by: c(: | SnOOper ~
 
nunca morri nem tem como eu sabe .
ushaushahsashu
 
Pra saber isso só morrendo msm...

Mas não tenho essa curiosidade!
 
eu acho que não há nada após a morte
morremos e pronto, pra que viver mais do que vivemos? merecemos tal mérito?
 
Quem sabe neh!?

Isso é bem discutivel!
 
São os mistérios do Deus Altissímo...

Mas, na Bíblia relata que nós não fomos criados para a morte...
Assim, não sabemos como vai acontecer e quando vai acontecer... =x~
 
Simplesmente, não morremos meu caro. Apenas desencarnamos de uma dimensão paralela para prosseguirmos em busca do sentido da Vida: a expansão da Consciência Cósmica.
 
Ninguem sabe