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O homem de três corações

Não, não estamos falando do maior atleta do século, Pelé. E sim de Gary Onufer, que está rindo mais que criança com sapatos novos. Não é para menos, em menos de um mês Onufer já teve em seu peito, nem um nem dois, senão três outros corações.

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No primeiro dia do mês de fevereiro Onufer ingressou no hospital da Universidade da Pensilvânia, vítima de um colapso cardíaco massivo. Na quinta-feira 22 de março abandonava o recinto hospitalar por suas próprias pernas levando na mão um inesquecível presente de uma enfermeira: um pequeno Homem de Lata, personagem do Mago de Oz que suspira por um coração.

Ninguém definiria Onufer, agente de seguros de profissão, como um amante de emoções fortes. Viu-se obrigado a protagonizar uma odisséia médica porque, segundo ele mesmo reconhece, suas opções eram muito escassas.

O doutor Michael Acker, um dos cirurgiões que lhe atenderam, declarou que com o quadro clínico que apresentava Onufer em 1 de fevereiro, o normal teria sido implantar uma ajuda mecânica que permitisse seu coração continuar bombeando, à espera de um doador. A média de uma espera assim costuma ser dois meses. Muitíssimo tempo para o coração de Onufer.

Os médicos então ofereceram ao paciente a troca de seu coração natural por um coração inteiramente artificial de nova geração, ainda em fase experimental. A gravidade do caso era o bastante alto como para correr riscos quase ilimitados.

Em 12 de fevereiro, os cirurgiões gastaram 6 horas para fazer a operação com sucesso pleno. 28 dias depois apareceu um doador e Onufer voltou à sala de cirurgia e saiu com seu terceiro coração em um mês. Espera-se que seja o definitivo.

Fonte: http://www.mdig.com.br/index.php?itemid=5207