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O Gato Negro da Meia-Noite

Durante uma noite inteira de inverno, erma e sombria, caminhava eu pelas ruas da cidade sem vida. O véu negro da escuridão noturna cobria os céus, mas não a lua, que iluminava o caminho. Pensamentos tristes oprimiam-me o espírito, juntamente com a solidão sepulcral da noite profunda. O silêncio parecia eterno, quando o ressoar dos sinos chegaram-me aos ouvidos, anunciando a meia-noite. No mesmo instante, revelou-se ao meu lado o vulto negro de um gato. Enorme, de soleníssima beleza, com pêlo negro brilhante ao luar, veio à mim fazer companhia. Olhava-me ele com olhos brilhantes, parecendo lançar-me um feitiço, parecendo querer se apossar de meu espírito e de meus sentimentos mais obscuros. Caminhava ele em passos lentos, como eu. Caminhava ele em imortal solidão. Seguia-me os passos, ele, o lúgubre gato, em uma caminhada incessante, que muito me irritava o espírito só. Assim, continuei caminhando e, assim, continuou vagando o gato durante horas, como eu. Até certo ponto em que me cansei daquela companhia monótona. Retirei um canivete que trago comigo no bolso; em seguida, ergui o gato com uma das mãos e cravei-lhe minha arma em seu coração; este caiu morto no chão. Como eu.

Fonte: http://br.geocities.com/m_1cael/historias.html
 
aff que materia é essa n tem nem foto ^^
 
d!nhOBoy Escreveu:aff que materia é essa n tem nem foto ^^


Essa foto serve?

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Nossa então no caso morreram os dois aff. Acho que o gato já tinha pego a alma dele... :evil: