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O assassino de corações

Eis que caminhava sobre as ruas, da sua nova cidade. Um rapaz de bela aparência, atraindo diversos olhares, de todas as meninas da região. Culto, e com belas palavras na ponta da língua. Não demorou muito para que se torna-se popular na região, afinal... pra sociedade, o que mais importa é a beleza e o modo como pronuncia as iludidas palavras de mentiras como se soessem verdade.
O que muitos não sabiam, era a falta de compaixão do tal rapaz, pois há muito tempo, uma garota o iludiu, desde então, sem dó nem piedade, vira partindo corações por toda cidade. Costumava a usar palavras bonitas, e ter atitudes cavalheiras. Muitas meninas caíam na sua lábia e achavam que ele sim era um homem de verdade, engano de muitas... com o tempo, foram vendo que tudo era uma falsa impressão, ele não passava de um assassino de corações. Sim, isso mesmo, assassino de corações, mas algumas vezes, sofria com isso... talvez quisesse amar alguém, embora não conseguisse. Garotas, choravam quase toda noite, por um cavalheiro que não passava de um bobo da corte.
Ele se achava o dono do mundo, possessivo, achava que tudo lhe pertencia e saía a punho com quem se intrometia nos seus negócios. Na sua caminhada, cruzou com várias pessoas, e dentre elas, muitos tiveram desavenças e brigas.
Ele sempre saía ganhando, conquistava a garota que quisesse, matava o corações de ambas, e depois ainda conseguia tirar sangue de alguém, o que mais poderia querer?
Mal sabia o assassino de corações, que, de longe, muitos que cruzaram seu caminho, o observavam, todos os seus passos, inclusive as próximas vítimas.
Numa bela noite, quando caminhava pela cidade, pensando em qual coração matar dessa vez, se deparou com um garoto, bem de longe, era um velho inimigo de intrigas passadas. Não pensou duas vezes, e logo seguiu em direção à ele, talvez para arrumar alguma confusão. Porém, no meio do caminho, percebeu que o garoto não estava sozinho, vários outros que tiveram desavenças também estavam ao seu redor. Ali, se deu conta, de que o mundo não lhe pertencia, e que naquele momento, todos os corações que havia matados, e todas as lagrimas que fizestes jorrar, seriam enfim, vingados!
Um por um, com uma faca em seus bolsos, começaram a apunhalar o coração do rapaz, era o fim, cada facada, acertava o seu coração, o sangue já lhe transbordava pela boca, mas antes do leito; pode olhar fixamente no olho de um certo garoto, o mesmo que havia sido seu pior inimigo, esse mesmo garoto sorriu, e lhe disse: '' Quem diria, o assassino de corações, teve seu coração assassinado, e não fora por amor, mas sim pelo ódio. Há sangue nas minhas lágrimas, mas é sangue de prazer, e há paz no meu coração, por enfim, ter feito lhe morrer''.
Naquela noite, as sirenes ecoavam por toda a cidade, a luz era vermelha, assim como o sangue, o coração, e a sede por vingança, que havia acabado.