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Nosso cérebro é preguiçoso?

Na semana passada contamos com a presença da Solange Mata Machado que deu uma palestra sobre inovação em nosso Comitê de Empreendedorismo na Câmara Americana de Comércio (Amcham).

A palestra foi sensacional e quem tiver oportunidade de assistir a uma apresentação dela, não perca.
Ao longo destes anos criei uma regrinha básica para o Comitê: se eu sair de lá tendo aprendido ao menos uma coisa, é sinal de que valeu. Com a Solange aprendi muitas coisas.

Uma delas é que nosso cérebro representa apenas 2% da nossa massa corpórea, mas consome 20% do oxigênio que produzimos e que, por isso mesmo, ele está sempre tentando economizar energia. O modo “preguiça” é o preferido dele.

Pensar consome energia. Então o comando é parar de pensar para economizar. nada filosófico, mas uma questão de prática de sobrevivência biológica. Ficarmos distraídos, sem pensar em nada consome bem menos energia, então isso é bom, entende (e comanda) nosso cérebro.

Fiquei pensando – embora o meu cérebro tente evitar esse desperdício – que isso faz o maior sentido, apesar de muitas vezes acharmos que pensamos o tempo todo e que essa energia consumida é meio como o rádio do carro que fica horas ligado na bateria e não consome quase nada. Segundo os dados, não é nada disso, muito pelo contrário.

Pensar dá trabalho literalmente. Afinal temos de ir contra os comandos do próprio cérebro, contrariá-lo e, ao invés de vivermos relaxados no modo “preguiça”, forçá-lo a algo contra sua própria natureza.

Interessante, não? É pra pensar, hein?

Apesar de ele preferir que você não o faça!

Link: http://wnews.uol.com.br/site/colunas/ma ... nteudo=595