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MySpace remove perfil de 90 mil criminosos sexuais dos EUA

Advogados conseguiram intimação que exigia exclusão dos perfis.
Site recorreu a banco de dados com registro de criminosos nos EUA.


O site de relacionamentos MySpace identificou e removeu o perfil de 90 mil pessoas ligadas a crimes sexuais nos Estados Unidos, segundo informações divulgadas pela empresa e também por autoridades norte-americanas nesta terça-feira (3). A iniciativa só afeta acusados dos Estados Unidos – para chegar até eles, o MySpace cruzou suas informações com o banco de dados da empresa Sentinel, que tem o registro de 550 mil criminosos sexuais de todo o país.

O número representa o dobro do valor esperado, segundo Roy Cooper, advogado da Carolina do Norte, que se juntou ao advogado Richard Blumenthal, de Connecticut, em uma campanha para tornar as redes sociais mais seguras para os jovens usuários. A iniciativa de identificar e remover os criminosos teve origem em uma intimação, que os advogados conseguiram na Justiça norte-americana.

Apesar de o número ser maior do que se imaginava, Cooper não se disse surpreso e defendeu que o MySpace e o Facebook -- as redes sociais mais populares dos EUA, que juntas têm 280 milhões de usuários em todo o mundo – façam ainda mais parar proteger as crianças e adolescentes. No ano passado, os sites concordaram em adotar algumas medidas de segurança, como impedir que criminosos sexuais se cadastrassem nos sites e proibir que usuários mais velhos fizessem buscas por menores de 18 anos.

'Inaceitável'

“Esses sites foram criados para os jovens se comunicarem. Pessoas mal-intencionadas entram nesse ambiente, sabendo que vão encontrar jovens. Por isso, as redes sociais têm a responsabilidade de garantir a segurança das crianças”, afirmou Cooper, segundo a agência de notícias AP.

À “CNN”, Richard Blumenthal disse: “esses criminosos criam perfis nos sites de relacionamento para chegar até as crianças, algo totalmente inaceitável. Essas descobertas oferecem provas de que as redes sociais continuam sendo oportunas para os predadores sexuais”.

Os advogados, que também conseguiram exigir na Justiça informações sobre criminosos registrados no Facebook, ainda aguardam dados sobre essa outra rede social. Na terça-feira, um porta-voz do site com 150 milhões de usuários afirmou que a segurança dos internautas sempre foi uma prioridade. “Nosso regulamento impede que criminosos sexuais se juntem ao site”, disse Barry Schnitt, do Facebook.

Link: http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia ... S+EUA.html