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Morre ex-senador Jesse Helms, ícone da direita nos EUA

Morre ex-senador Jesse Helms, ícone da direita nos EUA

Washington, 4 jul (EFE).- Jesse Helms, um ícone da direita dos Estados Unidos que defendeu suas idéias conservadoras durante 30 anos no Senado, morreu hoje aos 86 anos, informou o centro educativo que leva seu nome.



A causa da morte do ex-senador americano, que sofria de demência, não foi divulgada pelo Jesse Helms Center.



Entre 1973 e 2001, Helms representou a Carolina do Norte na Câmara Alta do Congresso, onde se tornou um ícone da direita do Partido Republicano.



Acusado pelos democratas de racismo e de favorecer as grandes corporações, Helms se opôs à designação do feriado em homenagem a Martin Luther King.



Em 1994, bloqueou o pagamento da contribuição dos Estados Unidos às Nações Unidas para forçar sua reforma.



Seu nome permanece estampado na Lei Helms-Burton, que endureceu o embargo contra Cuba em 1996, castigando as empresas estrangeiras que realizam negócios com o país, o que provocou protestos da União Européia (UE) e de outras nações.



A lei também permite processos contra companhias ou cidadãos americanos que usem bens desapropriados pelo Governo cubano e nega aos diretores dessas companhias o direito de entrada nos EUA.



Helms não tinha obtido o apoio necessário para sua promulgação, mas aproveitou a crise com Cuba para superar as objeções dos democratas depois da queda de dois pequenos aviões.



Quatro pessoas morreram no incidente, em fevereiro de 1996, quando a Força Aérea cubana derrubou duas aeronaves das organizações de exilados cubanos Irmãos ao Resgate sobre águas internacionais do estreito da Flórida.



Sempre expressou sua oposição aos tratados assinados em 1977 pelos então presidentes do Panamá, Omar Torrijos, e dos Estados Unidos, Jimmy Carter, pelos quais o canal passou para mãos panamenhas em 31 de dezembro de 1999, e insistiu em que, por ele, "isso nunca teria acontecido".



Helms nasceu em 1921 em Monroe (Carolina do Norte) e seu pai era um chefe de Polícia.



Ele estudou na Universidade de Wingate, mas não chegou a se graduar. Trabalhou como jornalista e foi redator-chefe do jornal "The Raleigh Times" antes de ingressar na política.



Durante sua longa carreira no Senado, foi presidente do Comitê de Relações Exteriores e do Comitê de Agricultura, Nutrição e Florestas. EFE



Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,M ... 02,00.html