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Montesinos não deporá novamente em julgamento de Fujimori

Montesinos não deporá novamente em julgamento de Fujimori

Lima, 4 jul (EFE).- A Sala Penal Especial decidiu hoje que o ex-assessor presidencial Vladimiro Montesinos não se apresentará novamente como testemunha durante o julgamento do ex-governante peruano Alberto Fujimori (1990-2000).



Seu testemunho foi declarado nulo na quarta-feira passada, confirmaram à Agência Efe fontes judiciais.



"Esse senhor (Montesinos) não participa mais deste tribunal", enfatizou o presidente da Sala Penal, César San Martín, ao rejeitar um pedido do advogado de defesa de Fujimori, César Nakazaki, para que o ex-assessor de inteligência se apresente novamente como testemunha.



O tribunal decidiu anular o testemunho de Montesinos, depois que este anunciou na segunda-feira passada, de maneira surpreendente, que não responderia ao interrogatório da Promotoria, apesar de ter se negado, horas antes, a falar, recorrendo ao direito de permanecer em silêncio.



A recusa do braço direito de Fujimori, que causou caos e mal-estar no tribunal, frustrou um extenso interrogatório iniciado pela Promotoria e não esclareceu as dúvidas da parte civil.



Na quarta-feira passada, Nakazaki apresentou um recurso para que o ex-assessor de inteligência volte a se apresentar no julgamento, o que foi rejeitado pelo tribunal hoje.



A audiência continua com o depoimento, pelo segundo dia consecutivo, do ex-comandante general do Exército Pedro Villanueva, testemunha de defesa.



Montesinos foi, por meio de seu cargo como assessor de inteligência, o braço do poder na obscuridade durante o regime de Fujimori e o que supostamente criou, sob o consentimento do ex-governante, o grupo militar encoberto Colina, autor de massacres na época do ditador.



Fujimori é julgado pelos massacres de Barrios Altos (1991) e La Cantuta (1992), assim como pelos seqüestros de um jornalista e um empresário após o autogolpe de 1992.



Montesinos, que recebeu várias penas, a maior de 20 anos por vender armas às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), enfrenta outros julgamentos por delitos vinculados a estes massacres e também por lavagem de dinheiro procedente do narcotráfico. EFE



Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,M ... 02,00.html