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Microsoft e Nintendo aparecem como vilãs

Microsoft e Nintendo aparecem como vilãs em lista do Greenpeace

Mau posicionamento das empresas está ligado aos consoles de videogame.
Na contramão, Sony e Sony Ericsson são as companhias mais bem colocadas.


A mais recente versão da lista de eletrônicos “verdes”, divulgada pelo Greenpeace nesta quarta-feira (25), mostra as empresas Microsoft e Nintendo como as principais vilãs no uso de substâncias tóxicas e também nas iniciativas de recolhimento dos equipamentos usados. Na contramão, Sony e Sony Ericsson são as duas únicas companhias que aparecem com mais de cinco pontos numa escala em que dez é a nota máxima. Confira o ranking completo abaixo.

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Imagem mostra o posicionamento das empresas; Sony e Sony Ericsson são as mais 'verdes'. (Foto: Reprodução)


A Microsoft e a Nintendo aparecem no pé da lista por conta de seus consoles de videogame. “A Nintendo melhorou no uso de produtos químicos tóxicos e em sua política relacionada ao clima. No entanto, nem a relativa eficiência no consumo de eletricidade do console Wii fica dentro dos padrões mínimos exigidos”, diz o relatório.

Já a Apple, continua o texto, perdeu uma grande chance de melhorar seu posicionamento com o lançamento da nova versão do iPhone, que não tem grandes melhoras relacionadas ao ambiente. Os produtos dessa mesma empresa aparecem ao lado da Sony Ericsson como os mais eficazes no baixo consumo de energia.

Iza Kruszewska, do Greenpeace, afirma que alguns fabricantes dão muita atenção a alguns itens considerados pelo ranking, mas ignoram outros também importantes. “A Philips, por exemplo, se sai bem nos quesitos químicos e de energia, mas tira zero em relação ao lixo eletrônico, pois não tem uma política global de devolução dos produtos”, explica.

Criado em agosto de 2006, o ranking está em sua oitava edição. Ele mostra os líderes do mercado de telefones celulares, computadores, TVs e consoles e, de acordo com a ONG, funciona como ferramenta para que as companhias implementem melhoras relacionadas ao ambiente. “É a nossa maneira de fazer a indústria dos eletrônicos encarar o problema do lixo eletrônico. Queremos que os fabricantes se livrem de produtos químicos nocivos em seus produtos”, afirma a organização.

Na imagem divulgada aqui é possível conferir a colocação das empresas nos relatórios anteriores. Essa comparação não é exata, no entanto, porque a metodologia do último documento foi alterada (veja aqui as mudanças).

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Lixão em Buenos Aires (Argentina) tem eletrônicos descartados. Nos últimos dois anos, o lixo eletrônico desse país somou mais de 35 mil toneladas: 1 milhão de computadores, 800 mil impressoras e 500 mil monitores. (Foto: Reuters)


Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia ... PEACE.html