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'Meu filho morreu como um homem', desabafa pai de militar

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Ele falou emocionado no enterro do filho no Cemitério do Caju.
Vigilante, que também era inocente, foi enterrado na quarta.


Muito emocionado, o pai do militar morto em perseguição no subúrbio do Rio, fez um desabafo no dia de Natal, durante o enterro do corpo do filho. "Meu filho era um trabalhador, nunca fez mal a ninguém. Ele morreu como um homem, nas mãos de covardes".



Segundo José Antonio Bezerra dos Santos, pai do soldado do Exército, Rafael Oliveira dos Santos, o filho e o vigilante que tamém morreu na ação ficaram acuados no tiroteio que também matou três suspeitos. "Eles se renderam dizendo que eram inocentes, eles não tinham para onde correr", falou emocionado.

O enterro do corpo de Rafael está marcado para as 11h desta quinta-feira (25), no Cemitério São Francisco Xavier, no Caju, na Zona Portuária do Rio. Cerca de 25 pessoas estão no local. Muito emocionada, a companheira de Rafael, que tem um filho com o militar, acompanha a cerimônia.

A outra vítima, o vigilante Paulo Marcos da Silva, de 26 anos, foi enterrado no cemitério de Paciência, na Zona Oeste do Rio, na última quarta-feira (23). Após o sepultamento, a mãe do inocente assassinado pediu rigor na investigação.



“Eu só quero Justiça, porque tem que ter Justiça, né? Do jeito que está não tem condição”, disse.

Segundo testemunhas, os dois conversavam na noite da última terça-feira (22) numa rua de Brás de Pina quando foram rendidos por três homens armados. Os dois foram levados como reféns e os moradores alertaram uma equipe da Polícia Civil. Em seguida, começou a perseguição. Em depoimento, os agentes disseram que os bandidos passaram a atirar e o carro onde estavam os criminosos e as vítimas perdeu a direção e caiu num canal.

Chefia de Polícia considera ação legítima

A Chefia de Polícia Civil do Rio afirmou nesta quarta que considerou legítima a ação dos policiais, que acabou com cinco mortos. Segundo o diretor de Polícia Especializada, Alan Turnowski, os policiais seguiam para uma diligência quando foram abordados por motociclistas que informaram do roubo de um carro. Ele afirma ainda que os policiais não sabiam da presença de vítimas no veículo.

“A princípio, a ação foi legítima e não poderia ser diferente quando bandidos reagem a uma abordagem com 50 tiros. Eles reagiram a uma ação de bandidos e a versão dos policiais é compatível com os depoimentos das testemunhas ouvidas”, afirmou o diretor, que pôs a culpa na cultura de enfrentamento dos assaltantes.

Corregedoria acompanha investigação



De acordo com o diretor, no entanto, no carro da polícia só consta uma perfuração de bala no pára-choques. Turnowski diz ainda que a Corregedoria da Polícia e o Ministério Público vão acompanhar as investigações conduzidas pela Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (Drae), onde trabalham os policiais envolvidos na ação.

“Acredito totalmente na lisura da investigação e, caso os laudos ou alguma outra prova dê indícios do contrário, não vamos ter constrangimento em punir os policiais”, garantiu, acrescentando ainda que tanto as armas dos policiais quanto às dos criminosos serão levadas para perícia.

Na quarta-feira (24), no entanto, quem ia a delegacia encontrava um cadeado na porta e um número de celular de plantão pregado na porta.

Além das armas, o carro, o local e projéteis ou fragmentos de bala encontrados nos corpos das vítimas também serão analisados. Segundo o diretor, os dois policiais passaram por cursos de reciclagem no segundo semestre deste ano.

Declaração às famílias

“Não tem como falar às famílias que a gente simplesmente lamenta. Mas queria dizer que estamos na mesma luta e também temos policiais que morrem e deixam suas famílias para tentar defender a sociedade”, declarou Turnowski.

“Vocês podem ter certeza de que esses dois policiais também não vão ter um natal feliz sabendo que mataram dois inocentes”, disse.

Exército investiga morte

O Comando Militar do Leste informou que já pediu a abertura de uma sindicância para apurar as circunstâncias da morte do soldado morto na perseguição. Em nota, o órgão afirma que a família do militar está recebendo assistência do Exército.

A nota diz ainda que Rafael servia no 2º Batalhão de Infantaria, tinha 21 anos e estava no Exército desde março de 2006. Morador de Brás de Pina, ele deixou companheira e um filho.

Como foi

Segundo testemunhas, os amigos Paulo e Rafael ouviam música no carro, quando foram abordados por três homens que os obrigaram a entrar no veículo. Uma pessoa viu a ação e chamou uma patrulha da políicia civil que passava próximo ao local.

Durante a perseguição, houve troca de tiros e todos os integrantes do carro roubado foram mortos, inclusive as vítimas.

PM absolvido

Essa não é a primeira vez que inocentes morrem em tiroteios. No início do mês, um dos policiais acusados de ter matado o menino João Roberto, de 3 anos, na Tijuca, Zona Norte do Rio, foi absolvido .

O crime aconteceu depois que ele e o companheiro de equipe abriram fogo contra o carro em que o menino estava com a mãe e o irmão caçula. Os policiais alegaram que, numa perseguição, confundiram o veículo em que a família estava com o dos criminosos em fuga.

Em julho, um administrador foi feito refém num seqüestro-relâmpago. Uma patrulha policial desconfiou dos assaltantes e perseguiu e atirou no carro em que estavam a vítima e os suspeitos. A PM alegou que os tiros disparados foram uma reação ao ataque dos criminosos.

"Não podemos comparar os fatos. Nesse caso, a princípio, há um confronto comprovado, com início diferente dos outros dois episódios", disse Alan Turnowski.

Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Rio/0,,MUL ... LITAR.html


 
 

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