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Leonardo da Vinci o maior gênio da História

A Virgem das Rochas (1495-1508)

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A Virgem das rochas (ou dos rochedos), retrata a Virgem Maria ajoelhada, com um manto azul, parecendo este ser feito de veludo, cuja parte interna parece ser composta de seda, de cor amarela que, ao refletir a luz, se torna dourada. Devido a composição do manto, ou seja dois tecidos, causa a sensação de peso que, por sua vez, inclina a postura de Maria; a diferença de ambos os tecidos causa ao observador um efeito surpreendente e elegante, sem exceção da mantilha transparente quase invisível, que parece desaparecer nos seus cabelos castanhos, cujas pinceladas dão a sensação de estarem molhados.

Não é adimirável o facto de ser este o terceiro mais importante quadro de Leonardo, pois o artista aprendera a transmitir com total maestria as sensações (enfado, tristeza, felicidade, provocação, etc) nas suas obras, resultado do intenso treino da representação anatómica. A sensação de distância, que representava facilmente através de formas esbatidas, devido a falta de nitidez em relação à paisagem longínqua e a adição do pigmento azul. Com a distância, algo principalmente visível em paisagens montanhosas, os objectos observados perdem a nitidez e tornam-se gradualmente azulados.

Na composição Jesus está na frente da Virgem, no centro, para ser adorado. Encontra-se nú, de modo a demonstrar a pureza da criança. A seu lado está João Batista, com o estandarte da evangelização em Cristo. A Virgem parece empurrá-lo para junto de Jesus para ser abençoado por este. O anjo Uriel parece proteger o Menino, pois, logo à frente localiza-se um abismo. Ao seu lado, com uma das mãos nas suas costas segurando-o firmemente e outra repousando sobre seu próprio joelho, observando João Batista, o seu protegido. A Virgem Maria, tanto aparenta abençoar seu filho, quanto receber a benção dele.

A paisagem escura parece estar se abrindo vagarosamente deixando a luz iluminá-la, parecendo trazer calor para um local, aparentemente, dominado pela humidade (umidade) das águas. São visíveis plantas aquáticas e terrestres, ambas dominadas pelo castanho da terra, a não ser pelas flores, com cores que parecem transmitir a tranqüilidade em uma paisagem dominada pela erosão.

Apesar das avantajadas medidas, cerca de 200 por 120 cm (a segunda cerca de 190 por 120 cm), ambas as pinturas da Senhora nas Pedras não são tão complexas quanto a encomenda dos monges de São Donato, constando em cena somente quatro figuras - cuja forma conjunta completa uma pirâmide triangular - numa paisagem rochosa onde constam muitos detalhes arquitecturais. Eventualmente, a pintura foi acabada. De facto, duas versões desta pintura foram feitas, uma entregue a Confraria religiosa e a outra levada para a França pelo próprio Leonardo (onde provavelmente foi vendida a algum cortesão francês).

A que se encontra em exposição nas paredes do Museu do Louvre, em Paris, foi levada para a França pelo próprio Leonardo, quando este, a convite do rei, se instalou na mansão (ou castelo) de Clos Lucé, perto da residência majestosa de Amboise; a que faz parte da National Gallery de Londres, foi anteriormente propriedade de um rico burguês (a pintura fora roubada da Confraria séculos depois de ser concluída, pelas tropas de Napoleão, sendo depois de muitas décadas encontrada em uma pequena cidade da Áustria, antes de pertencer a este comerciante).

A suposta terceira versão de Madona das rochas, não é declarada ainda como pintura de Leonardo, devido à falta de fatos concretos. Segundo historiadores e críticos, não haviam motivos históricos para que Leonardo, pintasse pela terceira vez o mesmo tema, pois, a Confraria religiosa contentara-se com A Virgem das Rochas (segunda versão de Madona das Rochas), mas não é possível descartar tal hipótese.
Última edição por Gilvan em 29 jan 2009 22:32, editado 1 vez no total.
 
Retrato de um músico (1485)

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Enquanto ainda pintava a Madona das Rochas, precisamente em 1485, Leonardo inicia a pintura de Retrato de um Músico e no mesmo ano a conclui. É um retrato simples, revelador de alguma falta de empenho na sua pintura. Coloca-se a hipótese de que o homem representado tenha sido Franchino Gaffurio, professor de música da capela da Catedral de Milão, na década de 1480.

Na verdade, essa é talvez sua pintura menos detalhada, devido à falta de esmero da parte de Leonardo em relação a esta obra. A hipótese mais provável, no caso de a pintura ser sua, é que Leonardo não estaria a gostar de pintar esse retrato (que é o único retrato masculino atribuído a Leonardo da Vinci).

Devido à notável falta de empenho na realização do trabalho, juntamente com a postura rígida e a agressividade das sombras, a atribuição da obra a Leonardo é uma das mais controversas e enigmáticas de toda a História da Arte.

Na restauração da obra em 1905, eliminou-se uma vaga camada de verniz que se sobrepunha à pintura a óleo, fazendo aparecer a mão e uma folha de papel com letras de música. Daí o nome da pintura. O olhar do músico parece irreal, perdido no espaço, pensativo, vago e intimista, mas pensa-se que possa ter estado a ler a música, e tenha após a leitura retirado os olhos do papel e olhado para o vazio, em silêncio, e imaginando o desempenho da composição.

Encontra-se actualmente na Pinacoteca Ambrosiana, em Milão.
Última edição por Gilvan em 29 jan 2009 22:34, editado 1 vez no total.
 
Pinturas da década de 1490

Início do período de maturidade artística e científica

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No inicio dessa década, Leonardo estava em Milão. Havia terminado de pintar o retrato de Cecilia Gallerani (Dama com Arminho) quando começou então a pintar outros dois retratos, sendo um deles Retrato de Dama, cuja modelo é Beatriz d'Este, este quadro fora pintado com a participação dos irmãos Ambrogio e Evangelista de Predis (que pintaram duas obras do tríptico da Madona das Rochas)[4]; o segundo retrato ficara somente pronto após cinco anos e foi intitulado como La Belle Ferronnière, este seria provavelmente o retrato de Isabella d'Este. Existe uma provavel semelhança entre a modelo deste quadro e a de Mona Lisa.

Datam-se também no começo desse período mais duas obras, a pintura Madona Litta (que supostamente Leonardo teria pintado junto ao seu pupilo Giovanni Antonio Boltraffio) e, o importante desenho Homem Vitruviano, que representa as proporções clássicas do corpo humano de acordo com Marco Vitruvio Polião (daí “Vitruviano” devido a Vitruvio). Em meados da mesma década, Leonardo começa então a pintar o afresco A Última Ceia e a segunda versão de Madona das Rochas intitulada agora de A Virgem das Rochas que, fora concluída somente treze anos depois.

A maior e celebre pintura do período de 1490 é A Última Ceia, o tema fora pintado em Milão no refeitório do convento Santa Maria delle Grazie. A pintura representa a última ceia de Jesus com seus discípulos antes de sua captura e morte. Ela mostra especificamente, o momento em que Jesus comunicava aos seus discípulos qual deles que haveria de o trair.
Última edição por Gilvan em 29 jan 2009 22:36, editado 1 vez no total.
 
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O curioso dessa pintura é a presença da Astrologia[carece de fontes?], Leonardo teria pintado cada discípulo com uma atitude do Zodíaco e, Jesus sentado no centro representa o centro do universo, caracterizando as qualidades de todos os doze signos. Da direita para a esquerda os discípulos representam[carece de fontes?] os seguintes signos:

O apóstolo Simão (o Zelote) representa Áries, Judas Tadeu / Touro, Mateus / Gêmeos, Filipe / Câncer, Tiago (o Maior) / Leão, Tomé / Virgem, João / Libra, Judas / Escorpião, Pedro / Sagitário, André / Capricórnio, Tiago (o Menor) / Aquário e Bartolomeu / Peixes.

A técnica experimentada por Leonardo não foi muito bem sucedida (óleo, tempera e técnica mista sobre parede), e a pintura apresentou deteriorações antes de concluída.
Última edição por Gilvan em 29 jan 2009 22:38, editado 1 vez no total.
 
Pinturas da década de 1500

Retorno a Florença (1500-1506)

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Nesse período devido à tomada de Milão Leonardo retorna a Florença, onde então inicia a pequena pintura intitulada de Madona do Fuso.

Madonna do Fuso foi uma pintura de Leonardo da Vinci. Realizada a óleo, em Florença, no ano de 1501, o original já não existe; existem apenas cópias baseadas no primeiro. Foi pintado quase no mesmo período de Mona Lisa, daí o facto de as paisagens no fundo da composição serem semelhantes em ambos os quadros.

O nome desta pintura realizada por Leonardo é esse porque o Menino segura um fuso de fiar, cuja forma, em primeira vista, se assemelha a uma cruz e só numa observação mais precisa se clarifica o que de facto representa. O fuso demonstra o espírito doméstico da Madonna (Virgem Maria), mas também remete o observador para uma alusão da cruz, símbolo de Jesus Cristo.

Ao longo dos tempos, vários críticos têm atribuido diversas interpretações ao fuso, mas o mais certo, é mesmo que represente uma cruz, mas simplesmente, de forma simbólica.

De facto, a enorme inteligência e criatividade de Leonardo permitia-lhe tratar todos os assuntos que lhe provocavam algum interesse recorrendo a símbolos. Caso queira representar uma cruz, especialistas apontam duas hipóteses, sendo a mais provável a segunda. Muitos crêem, baseando-se na cópia existente, que o Menino mira o fuso (simbolicamente, a cruz) com uma devoção perplexa, reforçada pela expressão do seu olhar, que parece agradado com o objecto que tem em mãos. No entanto, em segunda hipóse, está a idéis de que o Menino brinca com o fuso com alegria, o que seria considerado uma heresia na altura em que foi pintada, caso este represente uma cruz. A imagem de Jesus brincando com a cruz não seria aceite pela conservadora sociedade, e menos ainda pela Igreja e pelo Tribunal Inquisidor.

Logo após o termino da Madona do Fuso, exatamente em 1502, torna-se engenheiro militar (oficial) de César Bórgia (Duque de Valentino). No mesmo ano viaja com este pelo norte da Itália (período em que desenhou muitos mapas e outros tipos de representações cartográficas), e acaba conhecendo Nicolau Maquiavel. No final desse mesmo ano retorna novamente a Florença, onde no ano seguinte inicia a sua pintura principal, a Mona Lisa, também conhecida como La Gioconda, juntamente com um mural público intitulado de Batalha de Anghiari (que infelizmente devido a problemas técnicos, em relação a nova maneira por ele criada para a execução de afrescos, não o conclui).
Última edição por Gilvan em 29 jan 2009 22:40, editado 1 vez no total.
 
Mona Lisa

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Em 1503, Leonardo inicia sua mais celebre pintura, a Mona Lisa. A Mona lisa demonstrou o ótimo controle deste em relação as técnicas por ele criadas, a técnica sfumato (Esfumaçado) e o chiaroscuro (Claro e Escuro), mas o sfumato é a técnica principal dessa obra de Arte. Leonardo somente conseguiu concluir a sua celebre obra prima em cerca de 2 a 4 anos; fora pintado três versões antes da atual no mesmo painel, devido a esse excesso de tinta com o tempo surgiram muitas rachaduras que danificaram a pintura. O quadro representa uma mulher com uma expressão introspectiva e um pouco tímida. O seu sorriso restrito, é muito sedutor, mesmo que um pouco conservador. Não se sabe quem seria a modelo da pintura mas, há hipóteses que seja Isabella d'Este ou mesmo Cecilia Gallerani, e ainda Lisa del giocondo (daí La Gioconda); mas tudo leva a crer que seja realmente Isabella d'Este (possivelmente representada em 1490, como La Belle Ferronière).

O nome Monna Lisa foi-lhe atribuído por Giorgio Vasari, em 1550, trinta e um anos após a morte de Leonardo. O Nome La Gioconda, foi atribuído por Cassiano del Piombo em 1625, por pensar que fosse o retrato de "Lisa" (ou (Elisa) Gherardini, mulher do comerciante abastado de Florença Francesco dal Giocondo.

O historiador Maike Vogt-Lüerssen de Adelaide, sugeriu após ter pesquisado o assunto por 17 anos, que a mulher por trás do sorriso famoso é Isabel de Aragão, Duquesa de Milão, para quem Leonardo da Vinci trabalhou como pintor da corte durante 11 anos. O padrão do vestido verde escuro de Mona Lisa indica, segundo este estudioso, que é um modelo membro da casa de Visconti-Sforza. O retrato de Mona Lisa terá sido o primeiro retrato oficial da nova Duquesa de Milão e pintado no inverno ou verão 1489 (e não em 1503). O autor compara cerca de 50 retratos de Isabel de Aragão, representada como a Virgem ou Santa Catarina de Alexandria (nos quais só a própria duquesa poderia servir de modelo), e conclui que a semelhança à Mona Lisa é evidente. Ao lado um dos retratos da duquesa, pintado por Rafael Sanzio.[6]

Este quadro é provavelmente o retrato mais famoso na história da arte, senão, o quadro mais famoso de todo o mundo. Poucos outros trabalhos de arte são tão controversos, questionados, valiosos, elogiados, comemorados ou reproduzidos.

Em cerca de dois a três anos após o termino da Mona Lisa Leonardo retorna a Milão.
Última edição por Gilvan em 29 jan 2009 22:41, editado 1 vez no total.
 
Retorno a Milão (1506-1513)

Algum tempo após retornar a Milão (cerca de dois anos), Leonardo então conclui a sua obra prima A Virgem das Rochas, que é vendida para a Confraria da Imaculada Conceição, para ser posta no altar da igreja no lugar Madona das Rochas (que não foi bem aceita pela confraria devido a alguns detalhes segundo eles “terríveis”); e a pintura rejeitada, Leonardo anos depois levaria para a França juntamente com a Mona Lisa.

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Um ano após seu retorno a Milão, Leonardo inicia uma pequena pintura intitulada como Cabeça de Mulher ou La Scapigliata, que fica inacabada, mas, três anos depois serviria de modelo para o rosto de Leda (principal figura do quadro Leda e o Cisne).

Um ano após a pintura La Scapigliata, Leonardo da Vinci inicia uma nova pintura de avultadas medidas (168 x 112 cm). Nessa nova pintura Leonardo controla bastante bem a técnica do sfumato, mas ficou por concluir devido à sua partida para Roma. Esta obra é A virgem e o menino com Santa Ana, que retrata a Virgem Maria, seu filho Jesus e sua mãe Santa Ana (ou Sant’Ana), avó de Jesus, em uma cena privada e intimista da vida dos personagens. O que faz esta pintura incomum é que há duas figuras posicionadas obliquamente, sobrepostas. Maria está sentada no joelho de sua mãe, Sant’Ana. Ela se inclina para frente para segurar o menino Jesus que brinca (um tanto grosseiramente) com um cordeiro, sinal de seu próprio e vindouro sacrifício. Na composição desta pintura, Leonardo mostra novidades que serão adotadas principalmente pelos pintores venezianos Ticiano e Tintoretto, bem como Andréa Del Sarto, Pontormo e Corregio.

No fundo do quadro há cordilheiras geladas, que aos poucos perdem sua nitidez devido à distância. A maior parte das pinturas de Leonardo possui montanhas ou cordilheiras, devido a sua curiosidade e admiração pelas mesmas.

As figuras, sem exclusão do cordeiro, conservam uma aparência leve e suave através do esbatimento da cor, técnica muito aplicada nas obras tardias de Leonardo, de nome sfumato.
Última edição por Gilvan em 29 jan 2009 22:43, editado 1 vez no total.
 
Últimos trabalhos (pinturas da década de 1510)

Estada em Roma (1513-1516)

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No inicio dessa década de 1510, Leonardo iniciou a pintura Leda e o Cisne (um dos dois únicos nus atribuídos a Leonardo), assim como a Madona do Fuso não existe mais; em 1513, da Vinci viajou para Roma (levando consigo o quadro Leda), na verdade ele queria participar da criação de Afrescos na capela Sistina, mas, devido a intrigas com o papa da época não teve tal oportunidade. Os problemas que Leonardo tivera, fora em relação aos seus estudos de anatomia (algo não bem visto pela Igreja, que considerava como prática herege), em 1515, Leonardo então conclui sua pintura Leda e o Cisne (baseado da Mitologia Grega). A pintura Leda, provavelmente foi destruída pela inquisição da igreja Católica, assim como algumas obras de Botticelli.[7]

Enquanto ainda pintava Leda, Leonardo iniciou outra pintura a óleo (no período de 1513), intitulada de São João Batista, que somente viera a concluir em 1516 (e logo após o seu termino, viaja para a França, a convite do rei Francisco I, levando consigo as obras: Mona Lisa, a Madona das Rochas, e São João Batista). Não se sabe se esta obra fora pintada representando o santo com uma delicadeza feminina propositalmente; acredita-se que Leonardo queria provocar a Igreja,[carece de fontes?] então o motivo da certa representação que parece contradizer a personalidade de João Batista descrita na bíblia.
Última edição por Gilvan em 29 jan 2009 22:44, editado 1 vez no total.
 
Principais trabalhos

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A Anunciação, ou L’annunciazione no original, é um óleo sobre painel de Leonardo da Vinci, pintado entre 1472 e 1475, com 98.4 × 217 cm de dimensão.

Representando o anjo Gabriel no momento que anunciava a Maria que fora escolhida pelo Senhor para ser a mãe de Jesus, seu filho, de acordo com o evangelho de Lucas 1:26.

O trabalho ficou oculto até 1867 quando foi transferido de um convento próximo a Florença para a Galeria degli Uffizi, também em Florença.

Desde então, alguns investigadores mostraram a pintura como o primeiro trabalho de Leonardo da Vinci, embora outros estejam a favor de atribuir a pintura a outros pintores como: Ghirlandaio ou Verrocchio.

As asas do anjo foram pintadas com precisão naturalista, um exemplo da curiosidade científica típica da carreira de Leonardo. Usou o seu conhecimento sobre as asas de pássaros para fazer as asas do anjo.

No primeiro plano, o pintor representa um tipo de tapete em flor no qual todas as flores foram pintadas com precisão.

Mais adiante, o mar e as montanhas, emergindo da névoa azul clara que reflete com cuidado o modo de acordo com o qual as cores mudam com a variação da luz: o chiaroscuro e o sfumatto.
Última edição por Gilvan em 29 jan 2009 22:46, editado 1 vez no total.
 
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A Virgem de Granada, (Madonna Pomegranate ou Madonna Dreyfus), é uma pequena pintura a óleo atribuída em parte a Leonardo Da Vinci; considerada por alguns investigadores como a segunda pintura deste, pintada logo após A Anunciação. Na pintura existem características de outros pintores, como por exemplo, Andrea del Verrocchio ou Lorenzo di Credi. A anatomia do menino Jesus é completamente atribuída a da Vinci. As duas janelas ao fundo revelando uma paisagem verde com montanhas, mostra-nos a curiosidade do autor referente a natureza.

O nome da obra é esse porque a Madona segura uma pomegranate, e a apresenta ao Menino. Pomegranate vem de póm-grénit (punica granatum), tradução pomo granada (romã), que é um fruto sagrado que simboliza o amor, tanto no Cristianismo como para outras religiões.