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jogadores de cs construindo um mundo PIOR...

Tenho 27 anos, jogo Cs há mais de 10 ( e ainda sou nb)
Nunca matei ninguem de verdade, não brigo, não xingo ninguém.
Vou à Igreja regularmente e sou cristão convicto.

Acho que a influência ruim se dá na mente de pessoas que tem esse problema antes mesmo de jogar e só desenvolvem depois.

Ou seja, o cara vai ser violento se jogar CS, se brigar com a namorada, ver um filme mais forte ou se a mãe não der mesada.

Senão quantos serial killers teriamos pelo país hoje? Ou quantos agressores de velhinhas?....

É tudo questão da influência psicológica e do meio que a pessoa vive.

Bom, é apenas minha singela opinião.
 
melhor matar no cs do que comprar uma espingarda de chumbinho e sair matando passarinho por aí.
 
O Counter Strike destruindo a família!

Eu tenho 22 anos e uma experiência muito triste com esse jogo violento que já me fez derrubar muitas lágrimas, eu não estou sendo dramática dizendo que o CS destruiu a minha família, acredito sinceramente que, se esse jogo nunca tivesse existido, a minha vida não teria sido tão difícil nos últimos seis anos. Acredite, eu sei exatamente o que é ter familiares viciados nesse jogo e o quanto é difícil conviver com isso dentro de casa... Peço-te, pois, que leia com atenção o meu desabafo, pois que certamente não perco o meu tempo em frente ao computador por leviandade.

Tudo começou quando eu tinha 16 anos, meu irmão que na época já tinha lá os seus 20 anos, começou a freqüentar lan houses quase todos os dias, ele passava o dia inteiro jogando e geralmente só chegava em casa as 4 ou 5 da manhã do dia seguinte, a minha mãe não dormia, estava sempre preocupada - afinal, não eram fins de semana e sim todos os dias que isso acontecia, logo descobriram que meu irmao se ocupava com o jogo CS, horas e horas a fio, as vezes nem comia para pagar a lan house, naturalmente que a minha família discutia de madrugada por conta disso (nessa época o meu pai se posicionava ao lado da minha mãe contra o vício do meu irmão), logo e, como que para encontrar um fim para as discussões e brigas durante a madrugada, o meu irmão deu um jeitinho de comprar – não um, mas dois computadores potentes o suficiente para que ele e o meu pai pudessem jogar juntos – dentro de casa, com direito a teclado especial para jogadores de CS. Creio que foi por essa época que o meu inferno pessoal tomou proporções insuportáveis.

Nossa família vivia em uma casa modesta, de madeira, os quartos eram todos contíguos e muito próximos, de modo que se ouvia qualquer barulho que se fizesse durante a noite, a noite que costuma ser silenciosa, justamente para que as pessoas possam dormir.

Dormir, eu não dormia. Ninguém dormia. O maior problema do CS, não é o simples fato de que a pessoa que joga se torna violenta e desbocada, acredito que o sofrimento maior é daqueles que convivem com o jogador. Explico-me, pois que o verdadeiro jogador de CS não se contenta apenas com o barulho do teclado, do mouse, do PCU, ocorre que para se tornar um jogador de CS respeitável, o indivíduo tem que gritar em alto e bom som palavras peludas do tipo: ______!!! É MENTIRA!!! B1, B2!!! ___!!! MOCINHA, ACHA QUE SABE JOGAR!!!

Eu não jogo CS, nunca joguei CS, odeio esse jogo com todas as forças de minha alma, mas saberia dublar um desses jogos como ninguém o faria... Então, como relatava, essa via crusci começava por volta das 07h30min PM e acabava sabe se lá quando o diabo quisesse...

Eu juro que esgotei todos os meus recursos dialogando com o meu pai e o meu irmão nesse sentido. Dizer que eles não viviam sozinhos, que eu tinha que trabalhar no outro dia as 8 da manha, que precisava de silencio para estudar para o vestibular, que a minha mãe estava doente e precisava de tranqüilidade, nada adiantava – era simplesmente inútil. O meu estresse emocional era enorme e não tinha fim. Meu pai nunca falava palavrões na nossa presença, sempre tomou o maior cuidado com isso, depois que esse jogo chegou a minha casa, eu me sentia como que vivendo dentro do complexo do alemão. A vibração foi se tornando cada vez mais baixa... Se o controle da televisão não funcionasse, certo que seria lançado na parede. As coisas dentro de casa começavam a aparecer quebradas, os nomes peludos se tornaram uma constante e o respeito já nem se sabia mais o que era... Meu pai me decepcionou muito, chegou ao cúmulo de me agredir, a desarmonia era total... eu me sentia absolutamente sozinha, sufocada e muito, muito triste. Já cheguei a momentos de desespero mesmo por causa disso, brigávamos muito e a realidade não mudava. Cheguei a forjar mentalmente um assalto em casa, entregaria os computadores a um carroceiro qualquer (quando ninguém estivesse em casa, é lógico), mas fiquei com medo que o carroceiro viesse me chantagear depois, por Deus, seria o fim do apocalipse, ser chantageada por um carroceiro. Brincadeiras a parte, a verdade é que não tive coragem de fazer isso, ninguém ficaria do meu lado, enfim, se descobrissem... Hoje me arrependo de não ter feito. O meu relacionamento com os meus familiares nunca mais foi o mesmo, ainda assim, agradeço que não tenha sido pior. Dois anos se passaram dessa maneira e o meu irmão arranjou uma namorada: linda, educada, que o traz na linha e que por algum motivo, sabe se lá se por amor, faz vista grossa para as tendências violentas dele. Graças a Deus! Santa namorada, eu diria!

Seis anos se passaram e os dois ainda jogam CS, meu pai quase que todos os dias, dizendo as mesmas palavrinhas peludas com as quais esta habituado... a vibração dele continua baixa, não consigo mais encará-lo da mesma forma. Já o meu irmão, vem em casa duas ou três vezes por semana jogar, já que na casa da namor não dá né, tem
regras.

Meu drama pessoal acabou, hoje consigo lidar de forma muito mais inteligente com essa situação toda, sinto mesmo pelos que não sabem ou não conseguem lidar com isso.

Em verdade, o que me fez escrever tudo isso, foi o fato de ter presenciado de olhos cansados, por mais uma vez, um desses jovens abobadinhos que pensam que tem o controle das próprias emoções, cometer uma grande atrocidade. Wellington Menezes de Oliveira, 24 anos, assassinou a tiros 13 crianças numa escola municipal do Rio de Janeiro, deixando feridas outras 20 pessoas; entre crianças e adolescentes. Wellington Menezes de Oliveira, devidamente caracterizado, vestia bota e calça pretas, camisa verde, dois fuzis e com direito a fones especiais de ouvido para não ouvir o som dos próprios tiros, pois bem, tens aí relacionado o nível de sofisticação a que pode chegar a perversidade de uma mente insana. Tudo muito bem calculado. A policia federal descobriu em suas investigações com vizinhos e no próprio local onde residia o assassino, que este costumava ficar o dia inteiro em frente ao computador jogando “jogos violentos”, apenas fico triste que a reportagem não tenha relatado exatamente qual o jogo com o qual Wellington dispensava horas e horas do seu dia. Seria possível inferir??

O jovem estava absolutamente cônscio do que fazia, ainda que em desequilíbrio – desrespeitando as leis dos homens e as leis de Deus, o que é muito mais sério. Ele sabia exatamente o que queria e foi até as últimas conseqüências com isso. Esperto e romântico que é, Wellington Menezes de Oliveira, antes de abreviar a própria existência e depois de ter feito tudo o que queria, deixou uma carta aos homens, pedindo a Deus que o perdoasse pelo que iria fazer. É, se não fosse trágico...

Primeiramente, uma pessoa assim nem acredita em Deus, por motivos óbvios.
Quanto ao jogo, pergunte a si mesmo o que Wellington, dentro da sua filosofia insana de vida, queria sentir e experimentar vestido daquela forma. Que sentimentos Wellington experimentou quando executava um a um tal qual se faz no CS? Será que ele se sentiu poderoso???

"Ele nunca foi violento, não fazia arruaça, não atirava pedras e não brigava na rua. Era simplesmente quieto e a gente respeitava o jeito dele de ser. O Wellington passava a maior parte do tempo no quarto, em frente ao computador. Estou chocada", disse Edna de Lira Ferreira, 55 anos, dona de casa e vizinha do atirador.
http://www.jb.com.br/tragedia-em-escola ... -pacifico/
Uhumm, eu sei Senhora, é assim mesmo que acontece, geralmente vizinhos e amigos não sabem de nada, fica tudo muito bem escondido. Agora tu, piá de CS, vai me dizer que tem o controle das próprias emoções, que não sofre influencias, que o jogo não te modifica, que sabe te controlar... conheço bem toda essa ladainha e, sinceramente, estou farta.

Recentemente o Counter Strike foi proibido entre menores de 18 anos, como bem o sabemos, bom, o Wellington tinha 24 anos, meu irmão tem 26, meu pai tem 54... E para eles tem Legislação??? Quando será que as pessoas vão perceber que este jogo não traz nada de útil, não acrescenta absolutamente nada. Perceba o quanto este jogo pode ser perigoso para a sociedade de modo geral, mais até do que podemos imaginar. Repito, não estou aqui por leviandade... gostaria mesmo que percebesse isso...

Uma amiga,
S.B.