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Infraero vai investigar como foi atendimento à passageira vi

Em nota oficial divulgada à imprensa na noite deste domingo (25), a Infraero — estatal que administra o Aeroporto Tom Jobim, no Rio — afirmou que abriu uma sindicância interna para apurar as "responsabilidades" sobre o atendimento à passageira Maria Lúcia Petrúcio da Silva, de 68 anos, que morreu logo após desembarcar de um avião da TAM vindo de Nova York em direção ao Rio no voo JJ 8079 na manhã de sábado (25). Sandra Williams, filha da idosa, revela que dinheiro e cartões de crédito da mãe desapareceram no IML do Rio.

Ainda na nota, a empresa faz um minucioso detalhamento dos horários de chegada da aeronave da TAM e sobre o primeiro contato avisando sobre o estado de saúde da passageira, que teria sido às 5h35, oito minutos depois de a aeronave "estacionar" na posição 47 do aeroporto Tom Jobim, na Ilha do Governador, zona norte do Rio. A TAM disse, em comunicado, que ao abrir a porta do avião, às 5h28, não havia nenhum serviço de atendimento da Infraero disponível. A companhia aérea sustenta que pediu ao seu pessoal de terra um contato com o serviço do aeroporto às 5h05, antes, portanto, de pousar.

A Infraero diz que o serviço médico chegou até a porta da aeronave às 5h53 e logo constatou que a passageira, sentada numa cadeira de rodas, já tinha sinais de parada cardiorespiratória. Imediatamente começaram os procedimentos de ressuscitação cardiopulmonar. Mas sem sucesso. Às 6h10, ainda na ambulância, Maria Lúcia estava morta.

Leia, na íntegra, a nota da Infraero:

Em referência ao atendimento prestado pelo Serviço Médico do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro/Galeão-Antonio Carlos Jobim a uma passageira do Voo JJ 8079 da TAM, procedente de Nova Iorque, no sábado (24/10/09), a Infraero esclarece:
• Às 5h27 a aeronave calçou (parou) na posição 47.
• Às 5h35 a companhia aérea fez contato telefônico com o Serviço Médico avisando que no voo havia uma passageira sentindo-se mal. O atendente do Serviço Médico indagou
se a mesma teria condições de ir até o posto do Serviço Médico acompanhada por um funcionário da companhia aérea (procedimento de rotina), já que não foi informado o
estado de saúde da passageira. O empregado da companhia aérea disse que iria averiguar a situação e retornaria a ligação.
• Às 5h50 a companhia aérea retornou a ligação ao Serviço Médico informando a necessidade de comparecimento do atendimento do Serviço Médico na aeronave. No mesmo
momento, o comandante da aeronave solicitou à Torre de Controle o mesmo atendimento.
• Às 5h52 o Serviço Médico desloca-se até a aeronave (tempo de deslocamento até a aeronave é de um (1) minuto). Ao chegar à aeronave, o Serviço Médico constatou que a
passageira se encontrava sentada em uma cadeira de rodas, dentro da ponte de embarque, com sinais de parada cardiorespiratória. (Vale ressaltar que todos os
passageiros já haviam desembarcados e o Plano de Emergência do Aeroporto orienta que, em caso de procedimento de emergência, os passageiros só podem desembarcar depois do Serviço Médico fazer o atendimento na aeronave). Imediatamente a equipe médica iniciou as manobras de ressuscitação cardiopulmonar (RCP).
• Às 6h a ambulância retornou ao Serviço Médico com a passageira, ainda em manobras de ressuscitação cardiopulmonar que continuaram durante o transporte e no serviço médico até às 6h10, momento da constatação do óbito.
• Às 6h14 o Serviço Médico informou ao Centro de Operações de Emergência a ocorrência do óbito.
A empresa lamenta o ocorrido e se solidariza com a família da passageira.
A Infraero abriu sindicância interna para apurar os fatos e responsabilidades sobre o atendimento à passageira e irá colaborar com as investigações no que for necessário a fim de se esclarecer o ocorrido".