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Indústria de games cresce 31% no Brasil em 2008

Especialista defende incentivos públicos para o setor no país.
Psicólogos alertam para exagero de games na infância.




A indústria brasileira de jogos eletrônicos cresceu 31% no ano passado, e a tendência é continuar crescendo.

A participação do Brasil no mercado internacional de games, porém, ainda é pequena - não chega a 1%.

A grande virada do setor, segundo especialistas, depende de incentivos públicos que fortaleçam a indústria tecnológica.

"Sem ter um mercado interno que esteja mais próximo das companhias, que são muitas e muito competentes, fica muito difícil sair do ponto em que estamos para um posição expressiva no mercado mundial", diz o cientista Silvio Meira.

Nas empresas, gente que há pouco saiu da adolescência compete em um mercado que arrecadou quase R$ 90 milhões em 2008.

"O Brasil, ao longo dos anos, veio construindo uma imagem muito boa em relação aos jogos. Eles são vistos como jogos mais criativos, bem trabalhados", diz Carolina Gondim, gerente de marketing de uma produtora brasileira.

Se na indústria há muito o que crescer, o impacto dos jogos às vezes é exagerado na vida de crianças e adolescentes.

Lucas Borges, de 12 anos, conta que ia para a lan house quando não podia usar o computador em sua casa. "Ficava 5 horas, 6 horas na lan", conta ele.

Segundo especialistas, os jogos provocam uma reação neuroquímica, o sistema de recompensas do cérebro é estimulado e libera substâncias que dão a sensação de prazer, como serotonina e dopamina.

"A sensação é prazerosa, daí a tendência de querer transgredir cada vez mais os horários", diz a psicóloga Ana Nery Freire. Não existe um consenso entre especialistas sobre quanto tempo as crianças devem passar jogando. Os pais devem ficar atentos, porém, para que as jogos não interfiram na realização de outras atividades.

Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Games/0,,M ... IL+EM.html