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Governo admite erro na logística do Enem em SP

Dom, 27 Set, 10h05



O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) admitiu erro de logística pontual na distribuição dos alunos que prestarão o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) na Capital. Segundo o órgão, uma equipe formada por técnicos do instituto e pela Consultec, empresa responsável pela avaliação, busca solução para o caso. Para as provas, a capital paulista foi dividida em 15 regiões. Em 2008 eram apenas 8. Em uma mesma área ficaram, por exemplo, bairros distantes, como Santo Amaro e Capão Redondo. Mas, de acordo com o Inep, o problema não está na divisão do município e sim na forma como a distribuição foi feita.

Em um primeiro momento, as vagas disponíveis nas escolas foram preenchidas de acordo com o endereço fornecido pelos alunos. Porém, houve um momento em que sobraram inscritos em uma região e vagas em outra. A falha teria ocorrido nesse ponto, pois a distribuição dos alunos foi automática e não considerou a proximidade com a residência.


"Agora o Inep está tentando uma solução para o problema. Mas, por enquanto, não é possível mudar o local da prova", informou o órgão, por meio de sua assessoria de imprensa. O Inep ressaltou ainda que o erro na distribuição dos alunos foi identificado somente na cidade de São Paulo. Apesar da explicação, casos como o dos irmãos Tainah e José Ryuich Nozema, de 18 e 16 anos, respectivamente, permanecem sem resposta. Eles moram no mesmo endereço, na Vila Guilherme, zona norte, e se inscreveram juntos no Enem. No entanto, farão o exame em lugares completamente diferentes - ele, na Barra Funda, zona oeste, e ela, na Represa de Guarapiranga, no extremo sul da capital.


Neste ano, a Fuvest abriu uma opção aplaudida pelos candidatos: a chance de escolher o local de prova. A medida foi lembrada por vestibulandos ouvidos pelo Estado que terão de percorrer até 33 quilômetros para fazer a prova do Enem. Além disso, a Fuvest comunica, com dois meses de antecedência, o local e a data do vestibular às empresas responsáveis pelo transporte público (SPTrans, CPTM e Metrô), energia e abastecimento e à Polícia Militar para garantir a tranquilidade do exame.


As mesmas medidas são adotadas pelas comissões dos vestibulares da Unesp e da Unicamp. "Se um local não estiver adequado, mudamos", diz José Coelho Sobrinho, coordenador de comunicação da Fuvest. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.