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Google: entenda os efeitos da coleta de dados sobre a privac

São Paulo – Latitude leva conhecimento do Google sobre usuários ao mundo real. Saiba os efeitos da coleta crescente de dados por uma empresa.

Ele sabe os assuntos sobre os quais você busca informações, com quem você tem amizades, as leituras que mais lhe agradam, os arquivos que estão no seu HD, as rotas que você pega pelas ruas, os acessos do seu site e quais tipos de propaganda você já demonstrou interesse.

Na semana passada, a capacidade do Google em coletar informações sobre você passou da coleta digital para adentrar no mundo real, com o Google Latitude, serviço para celulares que indica a posição geográfica do usuário só depois de ser instalado, habilitado e configurado.

É a primeira vez que a maior empresa de internet do mundo, líder absoluta tanto em buscas como na verba publicitária decorrente delas, sabe assumidamente onde os usuários cujos gostos e ações online tão bem conhece estão no mundo real.

Aproveitando a barreira física ultrapassada pelo Google no tipo de informação que a empresa tem sobre você, o IDG Now! resolveu destrinchar o perfil hipotético de um usuário convencional de internet que utiliza todos os serviços possíveis do buscador e, principalmente, que implicações isso pode ter nos dados coletados sobre você.

Carro-chefe das operações do Google, a busca coleta um grande número de informações do usuário, seja pela sua própria natureza ou por processos que viabilizam a relação de resultados.

Em seu livro “A Busca”, o pesquisador norte-americano John Battelle chama os buscadores de “banco de dados das intenções”, já que a combinação de termos digitados pelo usuário tentam exprimir qual seu anseio ou sua dúvida no momento.

A confidencialidade dos dados é garantida não apenas pelo Google, mas também por outros players que mexem com este tipo de informação, como Yahoo, Microsoft e AOL. Não são apenas os termos procurados, porém, que são guardados.

Além do Google, empresas como Yahoo e Microsoft armazenam informações sobre o usuário que fez a busca, como número do IP e cookies para tornar a navegação mais customizada, que depois podem ser compartilhadas com parceiros dos buscadores.

Pelo Maps, o Google sabe não apenas endereços que interessam ao usuário como também os melhores caminhos usados para se chegar lá, como também, pela sua ferramenta de mashups, possíveis pontos de interesse, com classificações e opiniões, que podem ajudar a definir ainda mais seu gosto pessoal.

Fonte: http://idgnow.uol.com.br/seguranca/2009 ... -buscador/