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Golaço de tecnologia

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Para quem é fã de futebol e de tecnologia, a taquicardia é inevitável. Visitar o Museu de Futebol mexe com o coração e com a alma de qualquer indivíduo. Localizado no estádio do Pacaembu, em São Paulo, ele esbanja tecnologia futurista para mexer com os sentimentos mais primitivos de seus visitantes.

O Museu do Futebol é dirigido pelo Instituto da Arte do Futebol Brasileiro (IFB), uma organização social sem fins lucrativos, em parceria com a Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo. Ele tem ao todo 15 salas temáticas, divididas em dois andares repletos de preciosidades futebolísticas.

A PC Magazine visitou o Museu, sala por sala, conferiu uma por uma de cada atração e o próprio engenheiro Nicola Bernardo, um dos chefes do projeto, nos explicou e mostrou a tecnologia por trás de cada atração.


Grande área
Logo na entrada, o visitante se depara com uma sala recheada de raridades nas paredes. São flâmulas, bandeiras, jogo de botão, cartazes, chaveiros e sem-número de apetrechos e adereços de clubes dos mais inusitados, como a Tuna Luso-Brasileira, de Belém do Pará.

Há também uma maquete do Museu, em que o visitante pode se localizar e planejar cada sala que vai visitar. Um mapa em 3D do Museu também chama a atenção pelo detalhismo das informações.

O chão é coberto de imagens de pés, que indicam os caminho que o visitante deve percorrer.


Sala dos Anjos Barrocos
Após subir a primeira escada e ser recepcionado por uma imagem do Pelé em tamanho real, em uma tela gigante, a primeira sala é a dos Anjos Barrocos. Tratam-se de 25 ídolos do futebol de diversas gerações retratados em painéis tridimensionais que foram caprichosamente construídos para refletir a imagem de cada um em todas as direções. Eles parecem estar flutuando e o efeito é fantástico.


Sala dos Gols
A Sala dos Gols resgata gravações de vídeos com narrações originais de gols históricos. Uma parede de computadores controla os arquivos de áudio e também os Anjos Barrocos na mesma sala. São narrações e comentários de gente como Armando Nogueira, Arnaldo César Coelho, João Máximo, Juca Kfouri, Lima Duarte, Roberto Benevides, Ruy Castro, Sérgio Noronha, Soninha Francine, Luis Fernando Veríssimo e José Trajano, entre outros.

E não poderiam faltar as narrações radiofônicas. Elas são apresentados em espécies de rádios antigos, em que cada sintonia é a narração de um gol. E não faltam as vozes clássicas de Ary Barroso, Edson Leite, Fiori Gigliotti, Jorge Cury, José Silvério e Osmar Santos.


Sala da Exaltação
Quem gosta de ir a um estádio de futebol vai ficar arrepiado. Construído na parte de trás da arquibancada do Pacaembu, a sala é isolada acusticamente das outras porque projeta imagens da festa de torcidas de 30 diferentes clubes brasileiros. As imagens são fantásticas e acompanhadas de pequenos efeitos de luz, sincronizados com as festas das arquibancadas.

Porém, o mais impressionante nem são as imagens em si, mas o som. Os gritos das torcidas parecem vir de todo lado, graças a um detalhado estudo acústico da sala. A sincronia entre áudio, luzes e vídeos é feita por uma parede de computadores interligados por cabos SCSI e USB.


Sala das Origens
Aqui, é narrada a história do futebol do início do século 20. São mais de 400 fotografias que flagram desde a fundação de clubes tradicionais até uniformes do final do século 19.


Sala dos Heróis

A memória do povo que viveu a História do país é resgatada com poetas, pintores, músicos, pensadores e, obviamente, jogadores de futebol. Villa-Lobos, Carlos Drummond de Andrade, Gilberto Freyre, Sérgio Buarque de Holanda, Mário de Andrade, Carmen Miranda, Leônidas da Silva e Domingos da Guia, entre muitos outros, são alguns dos heróis retratados em belíssimos painéis cheios de efeitos de luz.

Ao lado da Sala dos Heróis, há a do Rito de Passagem, que retrata um dos momentos mais tristes de nosso futebol: a perda da Copa do Mundo de 1950 em pleno Maracanã. Batidas de coração são sincronizadas com o vídeo do jogo, em uma sala que literalmente te transporta para dentro do estádio.


Sala das Copas do Mundo
Painéis fotográficos se fundem a painéis holográficos e monitores de LCD para reproduzir fotos e vídeos de todas as Copas. A sala foi projetada de forma a abrir mais espaço a cada Copa realizada. Simplesmente brilhante.

Obviamente, não poderia faltar uma homenagem especial a Garrincha e Pelé, talvez duas das maiores expressões do futebol mundial de todos os tempos. Há inclusive a camisa original que Pelé usou na final da Copa de 1970. A preciosidade é tão grande que há um guarda só para cuidar dela.


Sala das Estatísticas
Nada muito tecnológico. Tratam-se de painéis imensos com datas, placares e números da história do futebol. Há espaço para futsal, futebol feminino e até para as mães dos juízes. Sim, vídeos com mães de árbitros em pequenos monitores de LCD revelam divertidos causos daquelas que são as mulheres mais xingadas por qualquer torcida de futebol.

Na sequência, há a Dança do Futebol, em que o visitante revê alguns dos gestos e movimentos que fazem do futebol um espetáculo visualmente deslumbrante.


Jogo de Corpo
Não tem quem não fique fascinado. Um campo de futebol virtual é projetado no chão e o visitante chuta a bola para o gol. Seria apenas mais um chute comum se não fosse por um detalhe: a bola é um holograma que responde visualmente ao seu chute.

O segredo dessa tecnologia nos foi contado pelo engenheiro-chefe do projeto, Nicola Bernardo: os projetores da Epson, localizados no teto, cruzam informações e reconhecem a sombra do visitante na hora do chute. E é a sombra que “chuta” a bola, dando um efeito holográfico fascinante.

E por falar em efeitos especiais, uma pequena sala imitando um cinema projeta um filminho de Ronaldinho Gaúcho em 3D. É um dos favoritos das crianças.

Ao lado dela, você pode treinar suas habilidades de chute em uma trave real, com um goleiro virtual. Uma série de projetores criam uma imagem de um goleiro virtual que pula na direção do chute que você dá com uma bola de verdade. O segredo aqui também são os projetores da Epson, que calculam a velocidade da bola na hora do chute e sincronizam a informação com a defesa do goleiro.


Fonte: http://pcmag.uol.com.br/conteudo.php?id=1761