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Game de ação troca armas de fogo por acrobacias impossíveis

'Mirror's edge' inova o gênero de jogos em primeira pessoa.
Lançamento está disponível para Xbox 360 e PlayStation 3


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Veja mais informações de 'Mirror's edge'


Resgate o conceito básico de jogos como "Super Mario bros." e "Sonic": correr e pular. Junte a isso a visão em primeira pessoa de "Doom" e "Half-Life", e você tem um rascunho de "Mirror's edge", game lançado para Xbox 360 e PlayStation 3, e que terá versão para PC em 2009.



O jogo deixa de lado as armas de fogo (não totalmente) e aposta em uma nova perspectiva para os jogos de plataforma. Com a visão em primeira pessoa, você salta de prédios, caminha sobre plataformas suspensas e atravessa obstáculos que, até então, pareciam implacáveis. O realismo é tanto, que chega a desorientar certos jogadores.



A protagonista, Faith, faz parte dos Runners, grupo "rebelde" que tenta sustentar sua rede de informantes em uma metrópole totalitária. Em uma espécie de "parkour" futurista, ela enfrenta os Blues (autoridades da cidade) em túneis de metrô, topos de arranha-céus, escritórios curiosamente vazios e outros terrenos típicos de uma cidade grande - quase sempre nas alturas.

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Faith é a heroína de 'Mirror's edge'


A proposta de "Mirror's edge" é fazer com que o jogador se integre à cidade, saltando e se arriscando em prédios altos com a naturalidade de quem atravessa a rua usando a faixa de pedestres em feriado nacional. Com uma ambientação impecável, refletida no visual e na trilha sonora, "Mirror's" convence. Mas a dinâmica de jogo baseada em tentativa e erro e na falta de recompensas deixa a experiência bastante frustrante.

Você é a arma

Se os inimigos têm armas, você tem preparo físico para saltar longas distâncias, pendurar-se em beiradas de prédios, descer por cabos de aço e até caminhar pelas paredes, ao estilo "Prince of Persia".



Se preferir, pode atacá-los com chutes e socos, "confiscar" a arma e reviver momentos de qualquer jogo de tiro. O combate, porém, é bastante frágil e sem muitas variações. A melhor saída acaba sendo fugir dos "Blues", correndo e buscando o próximo prédio, a próxima tubulação, o túnel de metrô mais seguro.

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Sensação de vertigem é reproduzida com detalhes em 'Mirror's Edge'


Adrenalina em primeira pessoa

A idéia de fazer o jogador "fluir" pela cidade, anunciada em trailers e na introdução de "Mirror's", promete uma experiência prazerosa, mas não é isso que você encontra na maior parte do tempo. Como está em fuga constante, a heroína Faith tem poucos momentos em que pode realmente apreciar o "passeio" pelos arranha-céus. As missões acabam se repetindo: corra, fuja, desvie dos tiros de helicóptero.



O realismo das corridas é notável. Os sons ambientes e a respiração ofegante de Faith, depois de piques intensos, contribuem para a experiência. A história, porém, não é capaz de prender a atenção, nem de incentivar o jogador a enfrentar os obstáculos.

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Ele tem um rifle com mira telescópica, mas você sabe dar voadoras e andar pelas paredes


O jogo, que pode ser completado em cerca de 5 horas, acaba se transformando em uma eterna fuga, sem qualquer recompensa notável. Modos de jogo alternativos, em que o objetivo é vencer a contagem regressiva, prolongam a experiência, mas são insuficientes para estabelecer "Mirror's edge" como algo revolucionário.

"Mirror's" é uma inovação bem-vindo, principalmente em um mercado movido pela inovação. Mas para emplacar o gênero de "adrenalina em primeira pessoa" e realmente conquistar jogadores, será preciso um pouco mais de recompensas, e um pouco menos de sacrifício.

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Cores vermelhas indicam caminhos seguros e rotas de fuga nos prédios - quase como na vida real


Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Games/0,,M ... IVEIS.html
 
Muitoo loko esse game ae ! ; *
 
mano axo q em 2050 agente o jogo vai ler nosa mente