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G1 andou no roadster Mercedes-Benz SLK 200 Kompressor

Conversível de dois lugares custa R$ 204,1 mil, já com IPI reduzido.
Capota de aço se dobra eletronicamente para dentro do porta-malas.


'Focinho' no meio do capô ficou mais pronunciado no novo SLK.jpg
'Focinho' no meio do capô ficou mais pronunciado no novo SLK


As picapes pequenas têm a fama de serem carros de egoístas, pois só levam duas pessoas. Perto de um roadster como o Mercedes-Benz SLK 200 Kompressor, porém, são um poço de altruísmo. Afinal, apesar de levarem apenas duas pessoas, os modelos com caçamba sempre surgem como solução para o carreto de um amigo. O conversível, não. Leva duas pessoas, uma pequena mala de cada um e nada mais. Quer dizer, leva prazer de sobra... Um sentimento imensurável que tem um preço: R$ 204,1 mil (já com a redução do IPI sobre o valor “cheio” de R$ 218 mil), por essa que é a versão de entrada da SLK. O G1 andou no conversível alemão, que tem como principais concorrentes os compatriotas Porsche Boxter e BMW Z4.

Modelos que disputam com a Mercedes-Benz SLK 200 Kompressor.jpg
Modelos que disputam com a Mercedes-Benz SLK 200 Kompressor


Lanternas foram escurecidas e os escapamentos ganharam forma de trapézio.jpg
Lanternas foram escurecidas e os escapamentos ganharam forma de trapézio


Comando do ar-condicionado aboliu o visor digital.jpg
Comando do ar-condicionado aboliu o visor digital


Um dos conversíveis mais cobiçados do mundo, o SLK – sigla do alemão sportlich (esporte), leicht (leve) e kompakt (compacto) – está na segunda geração, lançada há cinco anos (a primeira é de 1996), mas acaba de passar por um face-lift. Inspirado no superesportivo SLR, o desenho do capô ficou ainda mais atraente com o aumento do “focinho” central que lembra (vagamente) um F-1, além da adoção de novos faróis e pára-choque frontal. Na traseira, as lanternas agora foram escurecidas e as saídas de escapamento ganharam forma de trapézio. Internamente, o painel de

Foto: Denis Freire de Almeida/G1 Comando do ar-condicionado aboliu o visor digital (Foto: Denis Freire de Almeida/G1) instrumentos ganhou filetes cromados e o console central foi remodelado, ficando mais prático de ser usado.

No interior, além do excelente acabamento (não poderia ser diferente em um Mercedes-Benz de mais de R$ 200 mil), o que chama a atenção é a praticidade. Sabe o mostrador digital do ar-condicionado? Então, há algum tempo a montadora alemã vem abolindo tal “tecnologia” na maioria dos modelos. Para que um mostrador digital se botões giratórios com a escala desenhada no console são mais práticos e duráveis? É a quebra do paradigma que surgiu na

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década de 90, no qual quanto mais mostradores digitais, mais equipado e moderno o carro seria. Ainda bem, pois alguns modelos chegavam a intimidar o motorista com tantos mostradores e botões.

Paradigmas à parte, toda a parafernália eletroeletrônica que se espera de um modelo esportivo de luxo está embarcada, tais como regulagem dos bancos, do volante (altura e profundidade), lavadores de faróis (bi-xenônio), sensor de chuva, controle de tração, estabilidade, auxílio de frenagem de emergência com ABS, airbags, piloto automático, sistema de som com Bluetooth e conexão para MP3, entre outros.

O SLK 200 tem muita tecnologia embarcada, mas ela fica escondida.jpg
O SLK 200 tem muita tecnologia embarcada, mas ela fica escondida


Motor quatro cilindros.jpg
Motor quatro cilindros


Volante multifuncional traz borboletas para trocas manuais.jpg
Volante multifuncional traz borboletas para trocas manuais


Abaixo do câmbio, botões regulam os retrovisores e a capota.jpg
Abaixo do câmbio, botões regulam os retrovisores e a capota


Mercedes-Benz SLK 200.jpg
Mercedes-Benz SLK 200


Porta destravada pelo controle remoto. Ao puxar a maçaneta a sensação de solidez é

Foto: Divulgação O SLK 200 tem muita tecnologia embarcada, mas ela fica escondida (Foto: Divulgação) logo transmitida. A porta grande e pesada é o cartão de visitas do esportivo e um aviso de que conforto passa longe do SLK. Mesmo sendo a versão “mais simples”, equipada com um motor 1.8 sobrealimentado por um compressor, o roadster alemão passa a sensação de ser um superesportivo. Nem tanto pelo desempenho, já que tem apenas 184 cavalos de potência e 25,5 mkgf de torque, mas pelas características de direção. Os comandos são pesados, tanto os pedais do acelerador e freio quanto o volante. É preciso fazer bem mais força para dirigi-lo se comparado a um modelo comum.

Foto: Divulgação Motor quatro cilindros leva o SLK 200 de 0 a 100 km/h em apenas 8 segundos (Foto: Divulgação)
Mas toda essa indocilidade é proposital. Afinal, quem procura um esportivo gosta de “sentir” o comportamento do carro, sensação que fica anulada com os comandos excessivamente confortáveis. E o SLK em ação proporciona muito prazer. Mesmo sendo o mais modesto da linha, o SLK 200 Kompressor vai de 0 a 100 km/h em apenas 8 segundos e atinge os 232 km/h de velocidade máxima, segundo o fabricante. Além do desempenho respeitável, o ronco do novo escapamento é digno de nota e passa a impressão de que o carro é equipado com um motor mais potente.

Foto: Denis Freire de Almeida/G1 Volante multifuncional traz borboletas para trocas manuais (Foto: Denis Freire de Almeida/G1)
A suspensão firme aliada aos pneus largos em rodas de 16 polegadas (205/55 R 16 na frente e 225/50 R 16 atrás) deixam o carro colado ao chão e, em alguns momentos, faz lembrar um kart de tão divertido. O câmbio automático de cinco marchas, com opção de trocas manuais, assume três comportamentos: C (Comfort), S (Sport) e M (Manual). Na primeira delas, o SLK 200 fica um tanto moroso para arrancar, sendo recomendável apenas para economizar combustível. Aliás, o consumo comedido vale destaque. Em uso misto, entre urbano e rodoviário,

Foto: Denis Freire de Almeida/G1 Abaixo do câmbio, botões regulam os retrovisores e a capota (Foto: Denis Freire de Almeida/G1) ficou com a boa média de 10 km/l.

Mas é no modo “S” que o SLK 200 fica divertido. As arrancadas ganham dinamismo e o “carrinho” demonstra uma agilidade invejável. Para assumir o controle das marchas, basta um toque em uma das borboletas atrás do volante. Mas o ponto alto de toda essa obra-prima da engenharia alemã é comandado por um pequeno botão logo atrás da alavanca de câmbio.

Basta pressioná-lo para baixo que a capota rígida começa a se dobrar e, em 22 segundos, está totalmente guardada

Foto: Divulgação Capota baixada multiplica o prazer ao volante do Mercedes-Benz SLK 200 (Foto: Divulgação) no porta-malas – que fica com a capacidade ainda mais reduzida (de 300 litros para 208 litros). Aí a brincadeira fica completa: agilidade, segurança e sensação de liberdade que nem as motos proporcionam. Afinal, para andar no SLK 200 você não precisa de capacete. Só não vai esquecer o protetor solar...

Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Carros/0,, ... ESSOR.html